Estudo revela por que alguns cânceres resistem à quimioterapia

Estudo revela por que alguns cânceres resistem à quimioterapia

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Em novo estudo conduzido pelo Dr. Hamsa Puthalakath, da Universidade de La Trobe, descobriu-se porque existem alguns cânceres que apresentam resistência à um dos medicamentos de quimioterapia mais utilizados na medicina. 

O 5-fluorouacil (5-FU) é uma quimioterapia amplamente utilizada em casos de câncer de mama, colo-retal e diversos outros, sendo responsável por curar muitos pacientes e salvar vidas. Contudo, há situações em que o câncer desenvolve uma resistência ao medicamento, tornando o tratamento ineficaz e transformando o prognóstico. 

Até então, as razões para que isso acontecesse com alguns cânceres eram desconhecidas, mas durante o estudo o Dr. Puthalakath decidiu comparar os diferentes tipos de câncer e ver as diferenças entre os que resistem ao 5-FU e os que não o fazem. A conclusão é que a proteína chamada BOK está por trás da ineficácia do tratamento em algumas pessoas. 

"Eu sempre acreditei que a natureza mantém as proteínas por uma razão", disse Dr. Puthalakath em um comunicado . “Nossa pesquisa mostra que o BOK se liga a uma enzima chamada UMPS, aumentando a capacidade das células de proliferar. Sem o BOK, as células lutam para sintetizar o DNA e não podem proliferar”. Através do mesmo processo, o BOK converte o 5-FU em um medicamento relativamente impotente e matando as células. 

A solução óbvia para o problema seria administrar BOK com o 5-FU, mas de acordo com o condutor do estudo essa solução provavelmente não iria funcionar, ou converter o 5-FU na sua forma ativa antes de que ele seja administrado, mas o processo sairia muito caro. 

A solução mais rápida e eficaz apontada pelo Dr. Puthalakath é criar um teste para identificar a presença de BOK e prever se o câncer vai resistir ao medicamento ou não. Assim, caso o risco de resistência seja alto, o tratamento com o 5-FU pode ser substituído por uma quimioterapia alternativa que, apesar de ter efeitos colaterais mais intensos, tem mais chance de salvar a vida dos pacientes. 

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