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Enfermeira negacionista morre de COVID-19 após recusar CoronaVac

Desde que a vacinação contra a COVID-19 começou no Brasil, em meados de janeiro, apenas profissionais de saúde que atuam na linha de frente e idosos com mais de 80 anos estão recebendo as poucas doses que chegaram ao país. Enquanto isso, a maioria de nós espera ansiosamente a nossa vez. 

A enfermeira Monica Calazans, de São Paulo, foi a primeira brasileira vacinada, em 17 de janeiro (Fonte: R7.com)
A enfermeira Monica Calazans, de São Paulo, foi a primeira brasileira vacinada, em 17 de janeiro (Fonte: R7.com/Reprodução)

Porém, há pessoas que recusam a vacina, mesmo tendo a oportunidade de tomá-la. A enfermeira Priscila Veríssimo, de 35 anos, é um exemplo disso. Ela trabalhava no Complexo Hospitalar Manoel Andre (CHAMA), em Arapiraca (AL), e teria direito a ser vacinada com a CoronaVac.

Priscila Veríssimo, 35 anos (Fonte: Facebook/Reprodução)
Priscila Veríssimo, 35 anos (Fonte: Facebook/Reprodução)

O problema é que esse é o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan, em parceria com o laboratório chinês SinoVac. Mesmo com testes no Brasil e aprovação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), apoiadores mais ferrenhos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) costumam duvidar da eficácia da CoronaVac, por conta de sua origem — seguindo falas anteriores do próprio presidente. 

A enfermeira de Arapiraca fazia parte desses grupos de apoiadores e compartilhava publicações a favor dessas falas do presidente nas suas redes sociais, de acordo com o jornal Estado de Minas. 

Enfermeira foi demitida por recusar vacina

Segundo a reportagem, Priscila já havia sido contaminada pela COVID-19 em outra ocasião — o que teria sido mais um motivo para que ela não aceitasse a vacina. Ela, inclusive, foi demitida do hospital onde trabalhava por essa atitude. 

Há cerca de uma semana, ela foi infectada novamente pelo coronavírus Sars-CoV-2 e desenvolveu uma forma grave da doença. Na última quarta-feira, dia 24 de fevereiro, a mulher não resistiu às complicações e faleceu, deixando um filho de dois anos. De acordo com o Estado de Minas, o Hospital CHAMA não se pronunciou sobre o caso. 

Mais uma história lamentável da pandemia de COVID-19, que já fez mais de 251 mil vítimas no Brasil, segundo dados atualizados até 26 de fevereiro. Até agora, 6,3 milhões de brasileiros já tomaram pelo menos uma dose da vacina contra o Sars-CoV-2. 

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