3 das doenças infecciosas que mais preocupam os cientistas no momento
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3 das doenças infecciosas que mais preocupam os cientistas no momento

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Se você tivesse que chutar quais são as doenças infecciosas que, atualmente, tiram o sono dos epidemiologistas e oferecem riscos de se transformarem em pandemias, quais seriam os seus palpites? O ebola? Alguma variedade nova e letal da gripe? A tuberculose? Ou, quem sabe, a febre amarela — que vem causando bastante preocupação ultimamente?

Pois, de acordo com Josh Hrala, do portal Science Alert, as três enfermidades que mais preocupam os cientistas no momento são menos famosas do que as mencionamos acima. São elas a MERS, a Febre de Lassa e a infecção pelo vírus Nipah — que são bastante graves e não existem vacinas para combatê-las. Conheça um pouquinho de cada uma a seguir:

1 – MERS

A MERS — de Middle East Respiratory Syndrome ou Síndrome Respiratória do Oriente Médio — consiste em uma doença transmitida por um novo coronavírus detectado na Arábia Saudita em 2012. Nem todos os infectados apresentam os sintomas mais severos, mas, o normal é que os doentes tenham febre alta, tosse e dificuldades respiratórias. Também é comum que eles desenvolvam pneumonias, e existem casos registrados de problemas gastrointestinais.

A MERS tem alto índice de mortalidade

Nos casos mais graves, a doença pode provocar insuficiência respiratória grave — que exige a hospitalização em unidades de tratamento intensivo e ventilação mecânica —, e a taxa de mortalidade entre os infectados é de 36%. De momento, a transmissão de MERS apenas ocorreu a partir de pessoas que viajaram da Arábia Saudita para outros países, como foi o caso de um surto registrado na Coreia do Sul em 2015.

2 – Febre de Lassa

A Febre de Lassa foi descrita pela primeira vez em no final da década de 60, quando ela foi detectada na Nigéria, e consiste em uma doença transmitida através do contato com as fezes ou urina de ratos contaminados pelo vírus.

A Febre de Lassa foi descrita pela primeira vez na Nigéria no final dos anos 60

Entre os seres humanos, o patógeno é transmitido de uma pessoa a outra por meio da exposição a fluidos corporais, e pode evoluir para uma febre hemorrágica fatal. A taxa de mortalidade pode chegar a 15% entre os doentes hospitalizados.

3 – Infecção pelo vírus Nipah

Detectada pela primeira vez em 1998, durante um surto em Kampung Sungai Nipah, na Malásia, a infecção pelo vírus Nipah pode provocar desde síndromes respiratórias agudas a encefalites mortais, e quase 200 pessoas já morreram em decorrência do contágio desde o ano de 2001.

A infecção pelo vírus Nipah pode se propagar facilmente

Os hospedeiros naturais do patógeno são os morcegos do gênero Pteropus — também conhecidos como raposas-voadoras —, mas a transmissão também pode acontecer por meio de hospedeiros intermediários, como animais domésticos. Além disso, a transmissão do vírus pode ocorrer por meio do consumo de frutos e seivas contaminadas, e através de uma pessoa a outra, especialmente em ambientes hospitalares.

Trio perigoso

A preocupação com relação às três doenças foi anunciada recentemente pela CEPI — Coalition for Epidemic Preparedness Innovations ou Coalizão para Inovações nos Preparativos Epidêmicos em tradução livre —, durante o Fórum Econômico Mundial que ocorreu em Davos. Segundo os integrantes da coalizão, formada por governos de diversos países, ONGs e grupos da indústria farmacêutica, eles contam com um fundo de US$ 460 milhões que será usado para financiar a pesquisa e o desenvolvimento de vacinas antes que uma pandemia aconteça.

Na direita, paciente com microcefalia

A criação da coalizão é um reflexo ao surto de ebola que surgiu na África em 2014, e resultou na morte de mais de 11 mil pessoas, e a meta atual é a de combater o trio de doenças do mal que, de acordo com a CEPI, têm potencial comprovado de gerar epidemias sérias. Além do ebola, o surto de Zika — que, até 2016, resultou no registro de mais 3,5 mil casos suspeitos de microcefalia em bebês — também foi mencionado.

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