A literatura já nos deu exemplos de diversos magos poderosos, mas uma dúvida  assola desde então: qual é o mais incrível de todos? Seria Merlin, da lenda do rei Arthur? Ou talvez Dumbledore, que ajuda Harry Potter em sua jornada? Ou quem sabe Gandalf, que liderou batalhões em “O Senhor dos Anéis”?

A dúvida parece extremamente difícil de ser solucionada, principalmente por serem personagens bastante distintos entre si. Cada aficionado por cada obra vai defender o seu mago preferido. Entretanto, o site Slate chamou um especialista no assunto para tentar resolver questão. Ainda que Ernest W. Adams seja um leitor de Tolkien desde 1968, ele promete ser imparcial em sua análise.

Que comece a batalha

Adams é designer de games e se baseou apenas nas obras literárias para chegar a um veredito – então, se você conhece “Harry Potter”, “O Hobbit”, “O Senhor dos Anéis” e a história do Rei Arthur apenas dos filmes, quadrinhos ou video games, está na hora de ler as obras originais antes de discordar do autor, não é mesmo?

Merlin e Gandalf são personagens lendários. O primeiro aparece em diversos relatos desde o século 12, já o segundo surgiu nas obras de Tolkien que possuem uma narrativa de lenda. Por conta disso, eles são bidimensionais; ou seja, carecem de um crescimento. Por outro lado, Adams defende que Dumbledore, por ser muito mais recente, está incluído em uma classe mais naturalista de contar histórias. As obras em que ele aparece, apesar de serem infantis, são romances literários, colocando-o em uma categoria distinta dos outros dois.

Outra característica apontada pelo autor é de que fica difícil julgar o caráter individual de cada um desses personagens. Merlin dedicou sua vida aos reis Uther e Arthur. Já Gandalf era imortal, ou seja, não era uma pessoa “normal”. Gandalf não mostrava fraquezas por conta de suas características, ainda que ele tivesse um certo “limite”. Assim, Dumbledore seria muito mais fácil de julgar, por haver no personagem uma tridimensionalidade, com defeitos e qualidades mais humanas do que nos outros magos.

Na visão de Ernest Adams, Merlin não possui grandes magias

O que define o “maior bruxo”?

O autor do ensaio começa questionando o que torna um bruxo ser considerado “o maior bruxo”. Seria o poder de sua magia? Seus feitos para os outros personagens? De Merlin, por exemplo, ele ressalta apenas duas grandes mágicas: a vez em que ele transformou Uther Pendragon para que ele tivesse relações sexuais com a esposa de seu inimigo e a vez em que moveu Stonehenge da Irlanda para a Inglaterra. Merlin também é responsável pela bainha mágica de Excalibur, mas Adams não o considera um grande mago, apenas um fiel servo do rei Uther e do rei Arthur.

Gandalf, por outro lado, trabalhou em favor da “magia” durante séculos. Reuniu os povos livres da Terra-Média, juntando-os na luta contra o mal, além de ter se sacrificado em Moria para salvar seus amigos da Sociedade do Anel. Ainda assim, Adams acredita que Dumbledore tenha um “poder” maior do que Gandalf.

Entretanto, Dumbledore não moveu nenhuma nação contra o mal comum, que era Voldemort. Era líder, apenas, da Escola de Magia de Hogwarts, tendo se sacrificado à toa no decorrer da história. Para Adams, o fato de Dumbledore ter cometido “suicídio” de nada ajudou as outras pessoas que lutavam contra o bruxo do mal.

Gandalf se sacrificou em Moria para salvar seus companheiros

Veredito

Comparando os feitos de cada mago, Adams excluiu Merlin por ele não ter uma magia “ofensiva”. Colocando Gandalf contra Voldemort, por exemplo, ele acredita que o mago de Tolkien conseguiria armar uma guerra de bruxos e trouxas contra o inimigo comum. Entretanto, no corpo a corpo, ele não venceria Aquele-Que-Não-Pode-Ser-Nomeado.

Dumbledore também não teria vencido Sauron no combate físico. Porém, Adams acredita que ele teria artifícios mágicos maiores para levar Frodo até a Montanha da Perdição e ajudá-lo na sua saga de destruir o Anel do Poder. A capa da invisibilidade de Harry Potter, por exemplo, seria de grande ajuda para Frodo atravessar os portões de Moria sem ser notado.

Gandalf era poderoso? Lógico que era. Porém, o autor J.R.R. Tolkien não descreveu sua magia como algo que o definiria. Gandalf, na visão de Adams, era muito mais um estrategista político do que um grande mago. Alguns de seus feitos no ramo da magia até são bem dramáticos, porém, ele não poderia fazer uma fração do que Dumbledore fazia.

Dumbledore, na visão de Adams, é o mais poderoso dos três citados. Porém, apenas por uma questão de que o próprio mundo mudou desde que os outros dois foram criados. A autora J.K. Rowling parece ter dado muito mais poder e magia ao personagem para impressionar seus leitores.

"O que eu posso dizer?"

*Publicado em 27/07/2015

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