Cientistas nazistas planejavam usar mosquitos como armas biológicas
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Cientistas nazistas planejavam usar mosquitos como armas biológicas

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Você sabia que os nazistas cogitaram utilizar insetos para atacar seus inimigos durante a Segunda Guerra Mundial? Pois foi justamente esse um dos planos revelados recentemente em uma pesquisa.

Já mais próximo do fim da guerra, os cientistas do instituto da cidade de Dachau, no sul da Alemanha, conduziram pesquisas na tentativa de descobrir como manter mosquitos infectados com malária vivos por tempo suficiente para serem liberados no território inimigo.

Heinrich Himmler, líder da organização paramilitar alemã SS. Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons

Sabe-se que, em janeiro de 1942, Heinrich Himmler – líder da SS – ordenou a criação do instituto entomológico de Dachau. Sua missão oficial era encontrar novos medicamentos contra doenças transmitidas por piolhos e outros insetos, já que as tropas alemãs eram frequentemente vítimas de tifo e havia uma preocupação com o crescimento dos casos de tifo epidêmico no campo de concentração de Neuengamme.

Mas, em seu estudo, o pesquisador Klaus Reinhardt afirma que os documentos mantidos pelo diretor do instituto não permitem outra conclusão senão a de que o local também buscava uma maneira de desenvolver armas biológicas.

Mosquitos contaminados

Em 1944, os cientistas examinaram diferentes tipos de mosquitos de acordo com o seu tempo de vida para estabelecer se eles resistiam vivos durante o transporte do laboratório até o local onde seriam soltos. No final dos testes, o diretor do instituto recomendou o uso de um tipo particular de mosquito anófele, conhecido por sua capacidade de transmitir malária aos humanos.

Fonte da imagem: Shutterstock

Com a assinatura da Alemanha no Protocolo de Genebra em 1925, Adolf Hitler ficou oficialmente impedido de usar de armas biológicas e químicas durante a Segunda Guerra. Dessa maneira, a pesquisa com os mosquitos precisou ser mantida em segredo.

Apesar de todos esses esforços dos nazistas, o projeto se mostrou quase sem valor. Se compararmos os estudos biológicos realizados pelas forças aliadas, a pesquisa alemã pode ser considerada risível. Além dos mosquitos, outros animais foram muito utilizados em operações militares durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, principalmente para transporte e comunicação.

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