(Fonte da imagem: Reprodução/Discovery News)

Se você tem pavor de insetos, aranhas e outros bichinhos cheios de patas e anteninhas, prepare-se! De acordo com o site Discovery News, o número de artrópodes — grupo de animais que inclui os insetos, aracnídeos e crustáceos — ultrapassa o número de mamíferos em uma proporção de, em média, 312 para 1. Mas além dos mamíferos, esses “bichos” também ultrapassam o número de plantas em uma quantidade de 17 para 1.

Segundo a publicação, a razão de que exista uma população tão numerosa de artrópodes é que eles são pequeninos e se alimentam de praticamente qualquer coisa, como plantas, outros artrópodes e de materiais em decomposição. Além disso, os “bebês-bicho” — ou larvas — não competem com os adultos, já que obtêm o seu alimento a partir de outras fontes.

Para chegar a essa tremenda proporção, os pesquisadores avaliaram 130 mil espécimes — pertencentes a 6 mil espécies diferentes — capturados na Floresta de San Lorenzo, no Panamá. Depois, os cientistas compararam essas amostras com as de outros 12 locais, estimando a proporção dos aracnídeos das amostras com relação ao número de plantas e mamíferos.

Aranhas e mamíferos

Embora os pesquisadores tenham baseado suas estimativas em amostras coletadas em florestas, a mesma característica também pode ser observada nas cidades, pois existem muito mais espécies de aracnídeos do que mamíferos vivendo nesses locais. Outro aspecto apontado pelos pesquisadores foi o fato de não ocorrerem infestações ou pragas nas florestas, ao contrário do que muitas vezes acontece com os cultivos desenvolvidos pelo homem.

Os artrópodes, conforme acreditam os pesquisadores, possuem um importante papel na manutenção do equilíbrio de um ecossistema, participando do processo de polinização e decomposição das plantas, além de serem predadores e parasitas eficientes que mantêm os níveis de herbívoros sob controle.

Além disso, o estudo apontou que podem existir aproximadamente 6 milhões de espécies de artrópodes no mundo, dos quais apenas um milhão são conhecidas. Muitas dessas espécies podem acabar desaparecendo antes mesmo de serem catalogadas — graças à ação do homem — e, apesar de termos um conhecimento tão limitado sobre esses animais, parece que a humanidade está mais empenhada em explorar o que se encontra fora do nosso planeta.