Como o leite que consumimos todos os dias chega até a nossa mesa?
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Como o leite que consumimos todos os dias chega até a nossa mesa?

Equipe MegaCurioso
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O leitor Brendo Lima escreveu para a redação do Mega há alguns dias sugerindo que fizéssemos um texto a respeito do leite que muitas pessoas consomem diariamente. Após o contato do Brendo, nós percebemos que, de fato, estamos tão acostumados com caixinhas de leite, embalagens de queijo e copinhos de iogurte nas prateleiras dos supermercados que nem mesmo questionamos o processo por trás do consumo dos laticínios.

Da vaca para a mesa

Conforme explica esta publicação da organização Western Dairy Association, tudo começa com a preparação da terra, com as técnicas de cultivo e com a administração certa da água. Para a terra, prepara-se o estrume das vacas, que é transformado em adubo – esses fertilizantes naturais são ideais para o solo, pois requerem menos água e deixam a terra mais saudável.

A economia de água é fundamental, afinal uma vaca adulta é capaz de beber quase uma banheira cheia de água por dia. O esperado é que as fazendas tenham sistemas de reaproveitamento de água, para que seja possível saciar os animais, cuidar da terra e regar as plantações.

Uma vaca leiteira come, em média, 45 kg de feno, grãos e farelos por dia, e é bastante comum que as fazendas de criação desses animais cultivem alguns desses produtos. Cada vaca leva, em média, de 50 a 70 horas para transformar todo esse alimento em leite – e a digestão é bastante curiosa: esse animal tem o estômago dividido em quatro partes, sendo que cada compartimento tem uma função, e o alimento engolido volta para a boca para ser mastigado mais uma vez.

Assim como acontece com as mulheres, as vacas só produzem leite quando têm filhos pequenos, e geralmente uma vaca tem um bezerro por ano. Aos dois anos de idade, uma vaca já é considerada adulta e pode começar a reproduzir – a gestação dura nove meses e, 100 dias após parir, o animal já pode emprenhar de novo.

Durante os primeiros sete meses de gestação, a vaca já é ordenhada – a retirada do leite deixa de ser feita nos dois últimos meses de gestação para que tanto a vaca quanto o bezerro estejam saudáveis e fortes na hora do parto.

A saúde e o bem-estar da vaca são fatores importantes e que influenciam a qualidade final do leite – há criadores que usam trilhas sonoras nos criadouros, inclusive. Muitos produtores já reparam que a música influencia positivamente o comportamento desses animais, que chegam a ir para a ordenha voluntariamente.

Depois da ordenha, que acontece pelo menos duas vezes ao dia, de maneira mecânica nas fazendas de médio e grande porte, o leite é transportado em um tanque de armazenamento, onde é resfriado para que permaneça fresco. É também nesse momento que a qualidade da bebida é testada – na sequência, o produto é transportado por caminhões especializados em mantê-lo refrigerado.

O trabalho do produtor acaba quando o leite chega, finalmente, à fábrica de processamento de laticínios para a qual foi vendido. Nessa nova empresa, ele é pasteurizado e embalado. Por ser um produto perecível e que serve como base para a fabricação de inúmeros outros alimentos, pode-se dizer que a fiscalização costuma ser de alto nível, de modo que ele passa a ser um dos alimentos mais seguros.

Só para você ter ideia da rapidez do processo, saiba que o leite fresco e os laticínios em geral chegam às prateleiras dos mercados em média dois dias depois de serem retirados das vacas. E aí, você já conhecia um pouco desse processo ou até hoje enxergava o leite como uma bebida milagrosa que vem de caixinhas coloridas?

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Infelizmente, nem todos os produtores têm esse cuidado com os animais. Se essa é uma preocupação sua, o ideal é procurar informações a respeito dos fornecedores da marca que você costuma comprar. Para quem pretende deixar de consumir produtos de origem animal, como é o caso do leite, é fundamental contar com as instruções de um profissional de nutrição. 

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