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Que coragem! Francês de 47 anos quer atravessar oceano Pacífico a nado

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O francês Bem Lecomte, hoje com 47 anos, realizou em 1998 a incrível façanha de ser a primeira pessoa a atravessar a nado os quase 6 mil km que separam os extremos do oceano Atlântico. No entanto, ele ainda não está satisfeito.

Seu próximo feito será cruzar nadando os 8,85 mil quilômetros que separam a capital japonesa, Tóquio, da cidade de São Francisco, no litoral oeste dos Estados Unidos. A viagem através do oceano Pacífico levará seis meses, com ele nadando oito horas por dia, usando apenas pés de pato e snorkel.

Para auxiliá-lo na empreitada, um barco suporte com seis tripulantes acompanhará de perto o progresso de Lecomte, que descansará e se alimentará a bordo nas 16 horas diárias restantes. O problema é que a embarcação também pode se tornar um risco adicional para o francês.

Grandes perigos

O barco, além de servir de local de descanso, também tem uma utilidade mais prática: espantar tubarões. Ele emite constantemente um sinal eletromagnético que confunde o senso de orientação desses vorazes caçadores, mas o alcance é de apenas 6 metros, o que obrigará o francês a nadar bem próximo da embarcação.

Se uma tempestade se formar sobre o mar, e as ondas começarem a quebrar com muita força, Lecomte pode se afogar caso fique submerso por tempo demais para conseguir segurar o fôlego, ser atirado para longe do barco ou, pior ainda, diretamente contra ele. Sem contar as baixas temperaturas da água, que podem chegar até a 15 ºC.

Há também o perigo de a fatiga mental, mais do que a física, impedir o nadador de completar sua jornada. Afinal, serão meses a fio apenas nadando e dormindo em ciclos constantes. Para evitar que isso aconteça, o francês treina uma série de exercícios mentais diários que também realizará enquanto estiver a bordo do barco suporte.

Na rota dos tubarões

Quando atravessou o Atlântico, Lecomte foi seguido durante cinco dias por um tubarão azul. Em sua tentativa de cruzar o Pacífico, ele passará por nada menos que a rota de migração do grande tubarão branco, o maior predador dos mares.

“Não é uma questão de se eu vou me encontrar com tubarões, mas de quando vai acontecer”, disse o intrépido nadador em entrevista à revista Outside. Ele partirá para a sua aventura em breve.

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