Furacão Sandy se aproxima dos Estados Unidos (Fonte da imagem: NOAA/NASA GOES Project)

Diversas cidades dos Estados Unidos estão em alerta por causa do perigo que se aproxima: o furacão Sandy, que agora é considerado o maior furacão já existente na história do Atlântico. Os ventos estão com velocidade que variam de 51 a 101 km/h e já atingem uma área com diâmetro de 1,5 mil quilômetros.

A imagem que abre esta notícia foi capturada pela NASA e mostra a presença ameaçadora de Sandy próxima aos Estados Unidos. As prateleiras dos mercados de algumas cidades já estão praticamente vazias, pois muitos tentam construir um estoque de mantimentos para enfrentar o desastre que se aproxima.

Google fornece página com informações atualizadas

O furacão Sandy chegou a atrapalhar até mesmo os planos da Google, que precisou cancelar seu evento de outubro sobre o sistema operacional Android devido às circunstâncias alarmantes. Entretanto, a companhia publicou um mapa que ajuda não apenas a manter o registro da tempestade e mostrar a posição atual do furacão, mas também a prever a rota pela qual ele passará.

Em azul, área que será atingida pelo furacão (Fonte da imagem: Reprodução/Google Crisis Map)

Na barra lateral direita da página, também é possível habilitar a visualização de webcams e vídeos do YouTube que demonstram os efeitos de Sandy, além de tomar conhecimento sobre os locais onde estão disponíveis abrigos de segurança. Quem preferir também pode acompanhar o acontecimento por outras câmeras disponíveis na internet, como a do porto de Nova Yorkponte do Brooklin, da Estátua da Liberdade ou da praia de Atlantic City.

EUA sofrem com satélites defasados

Como se não bastasse toda a preocupação em relação ao furacão Sandy, os Estados Unidos parecem estar passando por uma certa defasagem de satélites dedicados ao monitoramento do clima. Segundo o jornal The New York Times, os satélites atuais já estão velhos demais e o programa de previsão meteorológica do país precisa ser atualizado urgentemente.

Um novo satélite deve ser lançado apenas em 2017 e não será o suficiente para evitar que os Estados Unidos enfrentem um período de falhas nas previsões, que pode durar até um ano. Enquanto isso, milhares de moradores das regiões que serão atingidas continuam a abandonar suas cidades, já que o furacão deve causar não apenas ventos fortíssimos, mas também enchentes e nevasca pesada.

Fonte: NASA, The New York Times, Google Crisis Map Sandy 2012, Reuters, EarthCam, Surfers View, NY Harbor webcam