Sobreviventes nas Filipinas passam por imensas dificuldades após tragédia
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Sobreviventes nas Filipinas passam por imensas dificuldades após tragédia

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Após três dias da passagem do tufão Haiyan pelas Filipinas, o cenário apocalíptico do país fica cada vez mais triste e assustador. Com o nível da inundação já quase totalmente estabilizado, os sobreviventes vagam pelos escombros como “zumbis” à procura de comida, remédios e de parentes desaparecidos.

O tufão, que causou ventos de até 315 km/h, já está sendo considerado como o pior desastre natural do país e comparado com o tsunami de 2004.

Fonte da imagem: Reprodução/National Post

Em Tacloban, uma das cidades mais atingidas, os sobreviventes vasculham restos de suas casas em busca de pertences, procuram comida em latas e também saqueiam algum ponto de comércio que, por um milagre, não tenha sido devastado pela tragédia.

"As pessoas estão andando como zumbis, procurando por comida. É como um filme", disse Jenny Chu, um estudante de medicina em Leyte. Os moradores caminham pelas cidades arrasadas cobrindo o nariz devido ao forte cheiro de cadáveres em decomposição.

Fonte da imagem: Reprodução/CBS News

Em um número extraoficial liberado pela Cruz Vermelha, o total de mortos registrado até agora é de 1,2 mil. Porém, a estimativa das autoridades é que o tufão pode ter matado cerca de 10 mil pessoas, pois pelo menos 2 milhões foram atingidas em 41 províncias afetadas.

De acordo com a CBS News, grandes áreas ao longo da costa das Filipinas se transformaram em pilhas de destroços retorcidos, bloqueando estradas e prendendo centenas de corpos em meio aos escombros. Devido às ondas gigantes que o tufão causou, pequenas e grandes embarcações foram arremessadas para as cidades, enquanto carros e caminhões foram arrastados para o mar.

Tragédia

"Por favor, diga a minha família que eu estou viva. Nós precisamos de água e medicamentos, porque estamos com os feridos. Alguns estão sofrendo de diarreia e desidratação devido à escassez de alimentos e água", disse Erika Mae Karakot, uma sobrevivente na ilha de Leyte.

Mesmo com ações de evacuação prévia, o número de mortos previsto é alto porque muitos centros de abrigo (como igrejas e prédios do governo), apesar de construídos com tijolos, não poderiam resistir aos ventos e inundações. As autoridades afirmam que as pessoas que estavam amontoadas nestes edifícios provavelmente morreram afogadas ou foram arrastadas.

Fonte da imagem: Reprodução/National Post

A ajuda internacional já chegou ao país e muitas nações já estão se mobilizando para doações de comida, roupas e medicamentos. Grupos militares dos Estados Unidos, a ONU e a Unicef estão comandando os primeiros lotes de água, comida e medicamentos, mas enfrentam problemas de acesso a algumas áreas afetadas.

A falta de comida e todo o desespero do povo filipino já estão causando caos e perigo para as pessoas. Segundo a CBS News, o presidente filipino Benigno Aquino III disse que provavelmente vai declarar estado de emergência ou lei marcial em Tacloban. O estado de emergência geralmente inclui toques de recolher, controles de preços e de abastecimento de alimentos, postos militares ou policiais e aumento de patrulhas de segurança.

Se você está disposto a ajudar, já existe um site em que é possível que pessoas do mundo inteiro façam doações em um projeto da ONU por meio de seu Programa Mundial de Alimentos (PMA). Para doar, é só acessar este link

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