Você sabe como se formam as curvas dos rios? [vídeo]
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Você sabe como se formam as curvas dos rios? [vídeo]

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Se você parar para prestar atenção, vai perceber que raramente vamos encontrar rios completamente retos pelo planeta. O normal é que eles apresentem várias curvinhas ao longo de seu curso, que vão se formando com o passar do tempo. Mas o que é que provoca a formação desses meandros todos, você sabe?

Para responder a essa questão, o pessoal do canal Minute Earth do YouTube criou a animação que você pode assistir a seguir, na qual explicam por que, afinal, os rios formam curvas. Você pode ativar as legendas em português no menu do vídeo — a tradução está relativamente bem compreensível — e conferir a descrição do conteúdo logo abaixo. Assista:

Conforme você viu na animação acima, apesar de os rios que percorrem as planícies muitas vezes parecerem calmos e preguiçosos, as águas vão “esculpindo” seu próprio caminho tortuoso em seu trajeto em direção ao mar. Segundo o vídeo, para que as primeiras curvas comecem a aparecer, basta com que surja uma pequena perturbação que, ao longo do tempo, dará origem a um meandro.

A animação cita como exemplo um roedor que resolve cavar uma toca em uma das margens de um rio. Apesar de o local oferecer proteção para o bichinho, a toca afeta a estabilidade do banco de terra que, eventualmente, começa a ruir e a se acumular no leito. A água, por sua vez, começa a invadir essa nova área escavada, arrastando fragmentos soltos e aumentando ainda mais esse espaço desprovido de terra.

E conforme esse processo continua — da água correndo cada vez mais depressa e arrastando mais fragmentos soltos e aumentando o espaço desprovido de terra em uma das margens —, o curso do rio começa a se desviar pouco a pouco. Acontece que, conforme a água vai erodindo a margem e o curso vai sendo desviado, o fluxo se torna mais rápido desse lado do rio.

Por outro lado, na margem oposta onde esse processo está acontecendo, o fluxo vai se tornando mais lento e menos poderoso, e fragmentos que antes eram transportados pelas águas começam a se acumular gradualmente no leito próximo à beirada do rio. Com o passar do tempo, essa área vai ficando cada vez mais rasa, e o material vai se acumulando na margem até formar um novo banco de terra.

Enquanto isso, o fluxo mais rápido passa pela margem externa ganhando impulso suficiente para atingir a margem oposta mais adiante, onde começa a escavar outra curva. Esse processo vai se repetindo até encher o curso do rio de meandros e, segundo a animação, quanto maior for fluxo, mais tempo as águas levarão para ir “batendo” de uma margem a outra esculpindo as curvas. Veja a sequência desse processo na galeria abaixo:

Curiosamente, medições realizadas em meandros do mundo inteiro revelaram que existe um padrão extremamente regular, no qual o comprimento de uma curva em forma de “S” é equivalente a aproximadamente seis vezes a largura do rio. Sendo assim, cursos hídricos pequeninos costumam ser como versões em miniatura de cursos maiores.

Além disso, se nada interferir nesse processo, as curvas se tornarão cada vez mais pronunciadas até que, eventualmente, seus lados se encontrem. E quando isso ocorre, o rio passa a fluir pelo caminho mais curto, deixando para traz um remanescente em forma de ferradura — ou “braço morto”. Confira a seguir:

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