5 monumentos históricos que podem não resistir à ação do tempo
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5 monumentos históricos que podem não resistir à ação do tempo

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Desgaste, perda da aparência original, grandes estragos ou até um possível fim? Estes poderão ser o destino de alguns monumentos que estão sendo condenados pela ação do tempo.

As civilizações antigas já relatavam o poder e a força que o clima exercia sobre elas. Houve descrições de calor estafante pelos antigos egípcios, assim como relatos de grandes tufões passados pelos antigos gregos.

Séculos se passaram e alguns sinais visíveis de povos antigos ainda existem até hoje, considerando os monumentos que são vistos em todo o mundo e que se tornaram atrações turísticas icônicas.

No entanto, essas obras da humanidade estão sofrendo — de forma lenta mas efetiva, as condições meteorológicas extremas estão enfraquecendo esses monumentos populares em todo o globo, dos mais antigos até aqueles construídos no início do século 20.

O meteorologista Jim Andrews, que é especialista em clima internacional, conversou com a equipe do site Live Science, contando sobre essa lista de monumentos históricos do mundo que podem não resistir à ação do tempo.

1 – O Coliseu (Roma, Itália)

Fonte da imagem: Reprodução/Live Science

O Coliseu, construído entre 70 e 90 d.C., foi o palco de lutas de gladiadores romanos e espetáculos de sobrevivência. Segundo Andrews, a fase mais antiga pode estar em sua própria luta para sobreviver.

"Neve e baixas temperaturas não são muito frequentes em Roma. No entanto, quando neva, a camada fica nas rochas durante o dia. Com temperaturas acima do congelamento, a neve derrete e a água escorre. Então, à noite, se uma onda de frio com temperaturas de congelamento entra na área, ela fará com que a água sobre a pedra congele e rache", disse Andrews, que advertiu que isso é um problema.

"É como um formão, uma força extremamente poderosa. Eu diria que é como colocar uma lata de alumínio no congelador e a parte inferior sair pelo congelamento. Isso é o que aconteceu com o Coliseu ao longo do tempo", concluiu o especialista. Este ciclo de congelamento e descongelamento no Coliseu está causando um risco de desmoronamento.

2 – O Templo de Apolo Epicuro (Eira, Grécia)

Fonte da imagem: Reprodução/Live Science

Este templo foi dedicado a Apolo depois de ele salvar os habitantes da área local de epidemias mortais que amaldiçoaram a região. O monumento se localiza na paisagem montanhosa da Grécia a cerca de 1.131 metros acima do nível do mar.

Segundo a observação do meteorologista Andrews, a Península de Peloponeso é um lugar relativamente úmido por causa das montanhas. Além disso, as temperaturas durante o período de inverno no clima mediterrâneo não ficam muito baixas.

Construído entre 420 e 400 a.C., o monumento está sofrendo a ação da umidade. Os arqueólogos encontraram depósitos de água dentro dos poros do mármore e, durante os raros momentos em que as temperaturas mais baixas chegaram ao Mediterrâneo, a água congelou e expandiu as antigas rochas em relação à sua construção original.

"Este monumento fica perto do ponto mais alto da península e, quanto mais alto, mais as temperaturas caem. Só em janeiro, a área recebeu metade da precipitação média do mês, por isso é um lugar onde a chuva tem interferido na pedra calcária do local", disse Andrews.

3 – O Ulysses S. Grant Memorial (Washington DC, EUA)

Fonte da imagem: Reprodução/Live Science

O Ulysses S. Grant Memorial está localizado na rua em frente ao edifício do Capitólio, sendo um excelente exemplo dos efeitos que a chuva ácida tem sobre o bronze. Este é um metal em sua maioria composto de cobre e uma pequena quantidade de estanho, e não recebe bem meios ácidos.

De acordo com a avaliação do especialista, o ácido carbônico está naturalmente presente na precipitação da chuva e reage com o cobre, provocando manchas verdes na estátua. De acordo com o Serviço Nacional de Parques, uma cera é aplicada ao monumento pelo menos uma vez ao ano para protegê-la e preservar o metal.

4 – A Estátua da Liberdade (Nova York, EUA)

Fonte da imagem: Reprodução/Live Science

Um dos maiores símbolos da cidade de Nova York, a grande Senhora Liberdade fica no meio do rio Hudson. O monumento foi originalmente um presente da França para a América, em reconhecimento da amizade estabelecida durante a Revolução Americana, de acordo com o EUA National Park Service (NPS).

Depois de anos sendo exposta às mudanças do clima, a Estátua da Liberdade sofreu com quantidades graves de intemperismo natural. Totalmente feita de cobre, os anos de chuva transformaram o exterior outrora bronze em um visual esverdeado. Foi algo inevitável.

"O cobre reage com o oxigênio, causando a carbonatação. A água da chuva normal reage com o cobre e a umidade faz com que ele se dissolva. A água coloca os reagentes em contato direto uns com os outros", disse Andrews. A adição de poluentes no ar também acelera este processo de reação química. Atualmente, uma manutenção cuidadosa tem feito o possível para os problemas climáticos interferirem de forma mais branda no monumento.

5 – A Esfinge (Gizé, Egito)

Fonte da imagem: Reprodução/Live Science

Construída no período do Antigo Egito, entre 2686 a 2134  a.C., a grande esfinge está se desfazendo diante dos nossos olhos. A sua localização, o planalto de Gizé, tem uma topografia inclinada em direção ao leste. A topografia em torno do monumento criou um canal natural de escoamento da água da chuva para a parte oeste da Esfinge, o que contribuiu para a erosão calcária por anos.

A erosão pela água não é o único problema pelo qual a Esfinge está passando, segundo Andrews advertiu. Ele afirmou que os ventos fortes com areia também agem como um jateamento agressivo. Outra ação danosa que o monumento enfrenta é a água subterrânea, que afeta toda a sua estrutura. 

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