Rolê inusitado em um bunker da Guerra Fria [vídeo]
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Rolê inusitado em um bunker da Guerra Fria [vídeo]

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“Me lembro das disputas pelo poder político em todo o planeta, a briga acirrada pelo monopólio de novas tecnologias, o controle totalmente desenfreado na disputa bélica, me lembro até de a missão à Lua ser uma das atrizes principais deste enredo. Mesmo assim, o que não sai da minha cabeça são as pessoas que continuaram falidas e morrendo de fome por consequências de uma outra guerra anterior.”

Pois é, as palavras acima foram ditas por um antigo colunista que nunca revelou sua identidade. Caso você ainda não saiba o que foi a Guerra Fria (ou as aulas de História nunca serviram de nada para o seu intelecto), vale a pena reforçar: trata-se de um período histórico — praticamente entre o fim da Segunda Guerra Mundial (1945) e a extinção da União Soviética (1991) — de disputas estratégicas e conflitos indiretos de ordem política, militar, tecnológica, econômica, social e ideológica entre as duas nações mais poderosas na época: Estados Unidos e União Soviética.

Como era de costume na época, locais chamados de bunkers (ou casamatas) eram comuns e serviam como uma espécie de base secreta à prova dos inimigos para abrigar combatentes, alimentos, roupas etc., em que alguns deles até funcionavam como abrigos de canhões ou metralhadoras.

Tito entra em cena

Josip Broz Tito, antigo ditador comunista da extinta Iugoslávia, ordenou a construção de um bunker subterrâneo gigantesco para a prevenção de eventuais ataques nucleares, o lendário bunker de Tito. Dê um passeio completo por dentro dele com o vídeo abaixo:

O bunker em si

Localizado em Konjic, na Bósnia, a 270 metros debaixo do solo e com mais de 100 quartos, o local era capaz de manter 350 pessoas vivas durante seis meses completos, com alimentos, moradia, telefone, salas diversas, equipamentos exclusivos etc., sem a necessidade alguma de ir a superfície terrestre.

Além disso, a enorme estrutura estende-se por baixo de uma montanha e levou 26 anos para ficar pronta — 1953 a 1979 —, sendo a entrada uma porta bem simples — praticamente uma garagem velha. Confira algumas fotos:

Um local para a arte?

Mesmo sendo considerado um lugar isolado e abandonado, o ilustre bunker tem o costume de receber a Bienal de Arte Contemporânea desde 2011, apresentando obras de mais de 70 artistas de 28 países diferentes. De acordo com Edo Hozic, diretor da mostra, a ideia em mente é transformar a casamata em um museu permanente de arte conteporânea.

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E você, leitor, gosta do assunto? Já conhecia o ilustre bunker de Tito? Não deixe de compartilhar sua informação com a gente nos comentários abaixo.

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