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Caso Michael Jackson: as fotos que foram encontradas na casa do cantor

Na última terça-feira, o veículo Radar Online divulgou um boletim de ocorrência, relatórios e fotografias – até então desconhecidas do grande público – que detalhavam uma suposta coleção de pornografia infantil pertencente ao cantor Michael Jackson.

Segundo o veículo, “Michael Jackson escondia uma casa de horrores dentro do seu infame Rancho Neverland, onde armazenava pornografia, tortura animal e outros conteúdos pesados na tentativa de seduzir inocentes rapazes”.

Em comunicado, o comissário do condado de Santa Bárbara, na Califórnia, disse que o veículo não teve acesso aos documentos originais que foram usados como provas em 2005. Segundo ele: “Alguns dos documentos parecem ser cópias de relatórios escritos pela equipe da delegacia e fotos tiradas por esses mesmos funcionários, misturados com conteúdos que parecem provir da internet ou de outras fontes”.

A polêmica do documentário “Vivendo com Michael Jackson”

Em 2003, o jornalista britânico Martin Bashir exibiu pela primeira vez o documentário que fez com o rei do pop. Nele, o cantor deu a polêmica declaração de que dividia sua cama com crianças e apareceu de mãos dadas com o garoto Gavin Arvizo, de 13 anos, que, posteriormente, acusou o astro de abuso sexual.

Gavin Arvizo e Michael

Nesta época, o Governo norte-americano começou uma investigação que foi interrompida quando o garoto passou a negar o ocorrido. Meses depois, um psicólogo relatou aos responsáveis pela investigação que Gavin havia confessado ter sido molestado por Michael, fazendo com que a investigação fosse reaberta pela polícia de Santa Maria.

Quando os materiais foram recolhidos do rancho Neverland

No dia 13 de novembro de 2003, oficiais vasculharam a suíte principal do rancho. Os promotores procuravam indícios e recolheram livros e revistas que, segundo eles, seriam relevantes como provas circunstanciais sobre as intenções e os métodos usados pelo rei do pop para aliciar menores de idade.

Durante o julgamento realizado em 2005, os responsáveis pelo caso apresentaram provas alegando que havia impressões digitais do cantor e das supostas vítimas – Gavin e seu irmão mais novo – nos materiais.

Rancho Neverland

O veículo CNN chegou a divulgar que 12 impressões de Jackson teriam sido encontradas em oito revistas diferentes e que o adolescente e a criança envolvidos no caso também teriam tido acesso a esse conteúdo, comprovando que o cantor teria mostrado tal material para eles.

As fotos encontradas na casa de Michael não constituem “pornografia infantil”

Segundo a polícia, as imagens encontradas no rancho Neverland não eram, de acordo com a lei, consideradas pornografia infantil. Porém, existiam algumas fotografias de crianças nuas que, de acordo com o relatório policial, poderiam ser usadas como parte de um processo de “preparação” para reduzir a inibição das vítimas e facilitar o abuso sexual.

Essas fotos estavam em livros de fotografia, dos artistas Pere Formiguera e Simen Johan – fotógrafo que apresentava imagens sexualizadas utilizando corpos de adultos e rostos de crianças.

Fotos de Pere Formiguera

Fotos de Simen Johan

O julgamento

Thomas Mesereau Jr, líder da defesa do astro, difamou a mãe do adolescente Gavin Arvizo, afirmando que ela era “uma vigarista com um longo histórico de denúncias falsas” e teria forçado o filho a fazer tais denúncias contra o cantor.

O adolescente testemunhou, revelando que, durante o tempo em que ele e o seu irmão ficaram no rancho Neverland, dormiram na mesma cama de Michael e tiveram acesso a tais materiais. Além disso, ele afirmou que o astro o ofereceu bebidas alcoólicas, como rum, vodka, whisky e vinho, e que ele teria colocado as mãos dentro de sua calça e o tocado.

Michael durante o julgamento

A defesa, por sua vez, apontou algumas contradições no depoimento do garoto e mostrou que ele já havia negado o abuso anteriormente.

Durante o depoimento da mãe de Garvin, ela afirmou que o rancho do cantor era um “antro de bebidas alcoólicas, pornografia e sexo com garotos” e que teria sido mantida como refém por seguranças de Michael. No mesmo dia, ela foi acusada e afirmou ter usado o dinheiro que havia sido doado para o filho – doente na época – em benefício próprio.

"Aquelas são revistas para adultos. Qualquer pessoa pode possuí-las. Isso não prova a acusação."

Outras testemunhas disseram que ela era uma “lunática por dinheiro” e que os filhos tentavam de todo modo conseguir dinheiro e presentes.

O cantor foi absolvido e, em relação às fotografias encontradas em sua casa, o jurado Paul Rodriguez afirmou: "Aquelas são revistas para adultos. Qualquer pessoa pode possuí-las. Isso não prova a acusação."

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