Evolução de seres terrestres dá pistas sobre a aparência de alienígenas
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Evolução de seres terrestres dá pistas sobre a aparência de alienígenas

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Você já deve ter visto incontáveis exemplos de seres alienígenas por aí — seja no cinema, em seriados, quadrinhos ou outras obras de ficção —, não é mesmo? Tanto que, para refrescar um pouquinho a sua memória, decidimos incluir alguns extraterrestres que já foram retratados nas telinhas e telonas para você conferir:

Somos criativos ou não?

Como você viu acima, quando o assunto é imaginar a aparência de seres de outros mundos, nós, terráqueos, podemos ser bem criativos! Entretanto, em caso de que um dia finalmente a gente descubra formas de vida em outros planetas, o que poderíamos realmente esperar dessas criaturas? Será que eles teriam aspecto humanoide, como o maroto ET que aparece no canto superior esquerdo, ou seriam mais parecidos com insetos, como o que aparece logo abaixo dele?

De acordo com Matthew Wills, professor de Paleontobiologia Evolutiva da Universidade de Bath, na Inglaterra, considerando que, pelo menos no momento, a detecção de sinais de vida inteligente em outros planetas está focada na busca por planetas semelhantes à Terra, para termos uma ideia sobre a aparência dos alienígenas, nós deveríamos olhar para a forma como os seres vivos evoluíram aqui no nosso mundo mesmo.

Evolução terrestre

Segundo Wills, todas as criaturas vivas que existem no nosso planeta surgiram a partir de um ancestral comum que apareceu por aqui há cerca de 3,5 bilhões de anos. Esse primeiro “carinha” provavelmente deu origem a umas 20 milhões de espécies de animais, e essa leva inicial de seres vivos foi organizada de acordo com aproximadamente 30 estruturas corporais diferentes em categorias conhecidas como filo.

A primeira grande diversificação de espécies foi registrada há cerca de 540 milhões de anos, durante a chamada “Explosão Cambriana”, quando surgiram outras tantas estruturas corporais. E essas criaturas todas foram evoluindo e dando origem aos seres vivos que existem hoje no planeta, como foi o caso de um animal chamado Pikaia gracilens, considerado pela maioria dos cientistas como o ancestral comum de todos os vertebrados.

O Pikaia gracilens é essa “minhocona” 

Mas, e se esse animal não tivesse sobrevivido e outra criatura acabasse se tornando o nosso ancestral comum? Será que hoje existiram seres completamente diferentes dos que perambulam pelo mundo? E será que a nossa aparência seria a mesma? Provavelmente não — o que significa que, no caso de seres alienígenas, que evoluíram em planetas e condições bem diferentes das nossas, nós podemos esperar que a aparência deles seja bem distinta da nossa.

Organismos simples

De acordo com Wills, bioquimicamente, para que a evolução possa acontecer, além de determinados elementos químicos fundamentais, como o carbono, o silício e o enxofre, é necessário que exista água ou algum tipo de solvente para que a vida possa surgir. Além disso, é preciso algum tipo de mecanismo que permita o armazenamento e a replicação de informações com certo grau de fidelidade — como o DNA e o RNA, por exemplo.

Organismos simples

Se o planeta alienígena em questão for parecido com o nosso, é possível que ele receba a radiação de uma ou mais estrelas — e ela seria usada em processos bioquímicos como fonte de energia. Para animais multicelulares um pouco maiores, os produtores primários, eles provavelmente precisariam de um sistema de folhas e galhos para capturar a luz solar com mais eficácia, o que significa que possivelmente existiram plantas parecidas com as da Terra nesse mundo.

Aqui na Terra, como você sabe, salvo por algumas exceções, os animais se alimentam dos produtores primários (ou plantas) e de outros animais, certo? Pois os mecanismos para a busca de alimentos são limitados e geralmente envolvem o uso de uma boca que, por sua vez, quase sempre fica localizada na extremidade dianteira do corpo. Portanto, podemos presumir que os seres alienígenas terão uma “cabeça” e um “traseiro”.

Sem essas estruturas seria difícil

Além disso, a necessidade de manipular, segurar e mastigar alimentos provavelmente daria origem a dentes e maxilares, e o deslocamento sobre superfícies duras levaria ao surgimento de estruturas especializadas para a locomoção, como cílios, pés e pernas. E como existiria uma superfície de contato no corpo, haveria um lado anterior e outro posterior — e essa característica também implicaria em uma simetria bilateral.

Organismos complexos

Pensando agora em seres complexos e inteligentes, é pouco provável que os alienígenas tivessem corpos semelhantes aos dos insetos. Isso porque os insetos são dotados de exoesqueletos, o que limita o seu crescimento — sem falar que essas estruturas são trocadas periodicamente. No caso dos aliens, se eles fossem seres inteligentes, seus cérebros seriam relativamente grandes — algo que um corpo de inseto não poderia comportar.

Por outro lado, a presença de um cérebro grande e complexo indica que os extraterrestres seriam capazes de resolver problemas e manipular ferramentas. Aqui na Terra, diversos animais — como determinadas aves, os cães, os polvos, golfinhos etc. — demonstraram ter essas habilidades, e os primatas estão entre os mais habilidosos.

Exemplo de primata empregando ferramenta para solucionar problemas do cotidiano

De acordo com Wills, isso se deve, pelo menos parcialmente, ao fato de esses animais conseguirem caminhar sobre duas patas, o que permite que os membros superiores trabalhem livremente, e utilizar os dedos — o que, inclusive, pode ter dado origem à linguagem escrita.

Porém, é difícil prever se os alienígenas teriam, como nós, um par de olhos, orelhas e pernas, assim como diversos órgãos em pares também. Igualmente difícil seria imaginar se eles contariam com mãos e pés dotados com cinco dígitos cada um, já que essas características todas são consequências da forma como nós evoluímos a partir de nossos ancestrais. Contudo, também não podemos descartar a possibilidade de que eles guardem algumas semelhanças conosco.

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