Cientistas podem ter descoberto como as baleias se tornaram tão grandes
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Cientistas podem ter descoberto como as baleias se tornaram tão grandes

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As baleias-azuis (Balaenoptera musculus), como você sabe, são os maiores e mais pesados animais que já existiram na Terra. Para você ter uma ideia do imenso tamanho desses mamíferos, eles podem chegar aos 30 metros de comprimento e pesar mais de 180 toneladas, sem falar que seus corações são tão grandes quanto um carro, suas línguas tão pesadas quanto um elefante e quando eles exalam na superfície, o jato resultante pode chegar a mais de nove metros de altura. Enfim, esses animais são colossais!

Estirão

Acontece que, de acordo com Matt Simon, do site Wired, as baleias nem sempre foram tão imensas como elas são hoje. Na verdade, existem registros fósseis que revelam que esses animais habitam o nosso planeta há 30 milhões de anos — e durante boa parte de sua existência, eles não passavam dos nove metros de comprimento.

Colossos marinhos

O “estirão” que fez com que as baleias triplicassem de tamanho aconteceu há cerca de três milhões de anos, mas ninguém sabia explicar o que, exatamente, teria levado esses mamíferos a evoluírem para se tornar tão imensos — até agora. Segundo Matt, um time de cientistas analisou os registros fósseis desses animais e modelos das relações evolutivas entre eles e descobriu evidências de o crescimento pode ter sido desencadeado por mudanças climáticas.

Conforme explicaram os pesquisadores, há 3 milhões de anos, ao início da era do gelo, uma série de eventos causaram uma enorme transformação nos ecossistemas oceânicos. As camadas de gelo no norte do planeta se expandiram e o escoamento de água acabou transportando mais nutrientes para o oceano.

Além disso, ventos provocaram um fenômeno oceânico chamado afloramento, que consiste na subida de águas mais profundas — também ricas em nutrientes — para camadas mais superficiais. Com isso, ocorreram grandes proliferações de plantas, entre elas o fitoplâncton que, por sua vez, levaram à proliferação de zooplâncton, isto é, de pequenos organismos que vivem dispersos nas águas e que se alimentam do fitoplâncton.

Vantagem evolutiva

Entre os organismos que passaram a abundar nos mares estava o krill, pequenos crustáceos que, como você deve saber, servem de alimento para as baleias. Pois esses bichinhos começaram a se concentrar em maiores quantidades em determinadas regiões do oceano durante certos períodos do ano, oferecendo às baleias uma maior disponibilidade de comida.

Bocão

De acordo com os cientistas, com mais acesso a alimentos, as baleias foram crescendo de tamanho — o que também ofereceu a esses animais uma vantagem evolutiva. Isso porque, ao se tornarem maiores, as baleias passaram a se menos vulneráveis a predadores e passaram a ocupar uma posição privilegiada na cadeia alimentar.

Além disso, ao conseguir engolir mais alimento com suas bocas maiores, esses mamíferos passaram a contar com mais reservas de gordura o que, por sua vez, permitiu que eles pudessem realizar migrações mais longas para aproveitar as proliferações de krill que ocorrem anualmente pelo mundo em diferentes regiões do oceano. Interessante, né? Mas a descoberta tem algo de preocupante também...

Para se pensar...

Como você sabe, o clima do nosso planeta está passando por grandes transformações novamente — e os cientistas estão superpreocupados com as consequências disso para os ecossistemas oceânicos. Mudanças nas correntes oceânicas e temperaturas das águas, por pequenas que sejam, podem afetar o equilíbrio do ambiente marinho e a disponibilidade de alimentos para as baleias.

Some a isso os séculos de caça desenfreada que provocaram uma imensa queda nas populações desses colossos dos mares e fica fácil entender a razão de os pesquisadores temerem que as baleias possam desaparecer por completo em um futuro não muito distante.

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