Pescadores encontram uma toninha com duas cabeças no litoral da Holanda
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Pescadores encontram uma toninha com duas cabeças no litoral da Holanda

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Você viu a criatura estranha da imagem acima? De acordo com Avi Selk, do The Washington Post, ela foi encontrada por pescadores no litoral da Holanda no finalzinho de maio e possivelmente seja o único exemplar desse tipo descoberto no mundo. Trata-se de um filhote de toninha com duas cabeças e, se você ficou morrendo de dó do animal, saiba que, infelizmente, ele provavelmente já estava morto quando foi capturado pelas redes do pesqueiro.

Segundo Avi, depois que as imagens registradas pelos pescadores começaram a circular pela Holanda, elas chegaram até um especialista chamado Erwin Kompanje, curador do departamento de mamíferos do Museu de História Natural de Roterdã. Foi esse cara, aliás, quem identificou a criatura como sendo uma toninha — e que, na verdade, se tratava de um caso de gêmeos unidos pelo corpo, algo extraordinariamente raro de se encontrar no oceano.

Raridade das raridades

Erwin vem estudando mamíferos marinhos há 20 anos e, conforme explicou ao pessoal do The Washington Post, existem apenas nove casos documentados de cetáceos siameses no planeta. Segundo disse, inclusive é bastante difícil encontrar casos de gêmeos comuns, uma vez que não existe espaço suficiente no útero desses mamíferos para mais de um filhote. Portanto, o animal capturado pelos pescadores foi considerado uma raridade entre as raridades encontradas no oceano.

(Erwin Kompanje)

A maioria dos exemplares descobertos até agora consistiam em fetos poucos desenvolvidos — como foi o caso de um golfinho capturado no litoral do Japão nos anos 70 e que tinha no útero um filhotinho com uma cabeça e dois corpos — ou exemplares em estado de decomposição. A toninha (ou toninhas) das fotos se encontrava em perfeito estado, mas nunca chegou a ser enviada para análise porque, como os pescadores pensaram que era ilegal guardar o espécime, eles a devolveram ao mar.

Segundo contaram, o pobre bichinho tinha pouco mais de 60 centímetros de comprimento e, de acordo com o que Erwin viu nas fotos, se tratava de dois machinhos. Além disso, o especialista acredita que a toninha provavelmente tinha acabado de nascer — e que é bastante possível que o animal tenha nascido vivo e falecido pouco tempo depois.

Erwin explicou que, infelizmente, um bichinho como esse não conseguiria sobreviver por muito tempo. Segundo disse, é possível que o coraçãozinho do animal não tenha dado conta de bombear sangue suficiente pelo organismo ou, ainda, que ele tenha se afogado porque seu corpo recebeu ordens conflitantes dos dois cérebros para nadar em direções diferentes. Mas, como o espécime foi devolvido ao mar, Erwin só pode teorizar sobre a causa da morte — e lamentar por não ter tido a oportunidade de examinar os gêmeos de perto.

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