NASA retoma produção de plutônio 238 nos Estados Unidos
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NASA retoma produção de plutônio 238 nos Estados Unidos

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Levar o ser humano para Marte é a maior ambição da NASA desde que Buzz Aldrin, Neil Armstrong e Michael Collins pousaram na Lua, em 1969. Agora, de acordo com notícia publicada em diversos veículos de comunicação, a NASA tem voltado sua atenção para uma tecnologia ignorada há décadas pela agência espacial: o foguete termonuclear, à base de plutônio 238.

Esse tipo de espaçonave vem sendo desenvolvido desde 1942, quando Enrico Fermi fez os primeiros testes com um reator de fissão. O primeiro propulsor desse tipo foi construído em 1944, pelas equipes da Universidade de Chicago e Laboratório Nacional de Los Alamos. Na ocasião, o reator de fissão nuclear foi utilizado para superaquecer o gás hidrogênio e, assim, fazer com que ele fosse expulso por um pequeno bocal para gerar impulso.

O combustível nuclear é cerca de 107 vezes mais denso em energia do que o combustível químico usado em missões recentes e, apesar de os foguetes construídos dessa forma serem ligeiramente mais pesados, eles podem ter um desempenho muito maior a longo prazo, especialmente quando usados em estágios avançados do lançamento, quando a energia solar não pode ser usada.

Fonte da imagem: Reprodução/NASA

Voltando à ativa depois de 25 anos

A produção e uso do plutônio 238 pelos Estados Unidos — não confundir com o plutônio 239, usado em armas nucleares — acabou sendo cancelada cerca de 25 anos atrás, com medo de que o material pudesse contaminar o meio-ambiente do local de sua produção. Por isso, nos últimos anos, o país vinha comprando esse isótopo da Rússia.

Agora, o diretor da Divisão de Ciência Planetária da NASA, Jim Green, contou em reunião sobre a exploração de Marte que o Departamento de Energia dos EUA conseguiu gerar plutônio no Laboratório Nacional de Oak Ridge, no Tennessee. A estimativa é de que sejam produzidos pelo menos 1,5 kg de plutônio 238 anualmente.

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