(Fonte da imagem: Reprodução/Centers for Disease Control and Prevention )

Um alarmante artigo, publicado pelo periódico Bulletin of the Atomic Scientists, sugere que uma catastrófica pandemia poderia ocorrer no mundo a qualquer momento, causando a morte de milhões de pessoas — e tudo por simples descuido humano.

Segundo o texto, tal surto poderia ocorrer caso algum vírus manipulado em laboratórios especializados acidentalmente escapasse e entrasse em contato com a população. E um vírus que potencialmente oferece esse risco é o da SARS — ou síndrome respiratória aguda grave —, que apresenta um índice de mortalidade de 9,6%.

Perigo potencial

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia)

Para que você tenha uma ideia da dimensão do perigo, o vírus da varíola, por exemplo, somente pode ser encontrado vivo em dois laboratórios em todo o mundo — um na Rússia e outro nos EUA —, sendo mantido sob os mais altos níveis de segurança possíveis. Assim, a probabilidade de que um acidente ocorra com esse microrganismo é bem pequena.

Na verdade, a probabilidade de que um vírus mantido nas mesmas condições — e número — que o da varíola escape é de 0,3%. Ou seja, matematicamente isso significa que seriam necessários 536 anos para que existisse 80% de chance de pelo menos um desses organismos escapar.

Por outro lado, atualmente existem 42 laboratórios realizando estudos com o vírus da SARS, sendo que 30 deles trabalham exclusivamente com esse microrganismo. Nesse caso, a probabilidade de que algum acidente ocorra sobe significativamente, pulando para uma probabilidade de contágio de 80% a cada 12,8 anos.

E o que poderia acontecer?

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia)

A SARS foi registrada pela primeira vez em 2002, quando uma mulher infectada viajou de Hong Kong a Toronto. Essa única pessoa transmitiu a doença para outros 438 indivíduos no Canadá, dos quais 44 faleceram.

Contudo, não se esqueça de que o Canadá conta com uma excelente infraestrutura para lidar com situações relacionadas à saúde pública. Assim, imagine o que poderia ter acontecido se essa mulher infectada tivesse desembarcado em algum país pobre, em uma zona de guerra ou até mesmo aqui, no Brasil!

Segundo as estimativas do artigo, 15% da população mundial poderia ser infectada, ou seja, aproximadamente 1 bilhão de pessoas, das quais 100 milhões poderiam morrer devido à doença.

Fonte: Bulletin of the Atomic Scientists