Exército de águas-vivas força fechamento de usina nuclear
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Exército de águas-vivas força fechamento de usina nuclear

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Não foi um tsunami, nem tampouco um terremoto. Porém, algo bastante avassalador aconteceu na usina nuclear de Oskarshamn, na Suécia, causando a desativação de um dos seus três reatores. Tudo aconteceu devido a um enorme aglomerado de águas-vivas, um verdadeiro exército das medusas que obrigou um das maiores reatores nucleares do mundo a encerrar as suas atividades na semana passada.

Os operadores da usina de Oskarshamn, no sudeste da Suécia, tiveram que paralisar o reator número três no domingo passado, logo após uma “avalanche” de águas-vivas entupirem os canos que levam água fria para as turbinas e os bloquearem totalmente. Dois dias depois, as tubulações foram limpas e os engenheiros se prepararam para reiniciar o reator, que tem 1400 megawatts de potência, sendo o maior de água em ebulição do mundo.

Todos os três reatores Oskharshamn são do tipo de água fervente, a mesma tecnologia da usina de Fukushima no Japão, que sofreu uma falha catastrófica em 2011 após o tsunami.

As águas-vivas, porém, não são problemas novos para as usinas nucleares e, segundo os biólogos, esse fenômeno tende a aumentar cada vez mais. No ano passado, a instalação de Diablo Canyon , na Califórnia teve que fechar seu reator devido ao mesmo problema. Em 2005, a primeira unidade em Oskarshamn foi temporariamente desativada devido a um entupimento súbito de água-viva.

Espécie comum

As usinas nucleares precisam de um fluxo constante de água para resfriar seu reator e sistemas de turbinas. Por esse motivo é que muitas dessas estruturas são construídas perto de grandes concentrações de água e, segundo as avaliações dos biólogos, esse fenômeno que aconteceu pode se tornar cada vez mais comum.

A espécie que causou o desligamento Oskarshamn é conhecida como a água-viva da Lua, um tipo bastante comum. "É uma das espécies que podem surgir em áreas extremas. Ela gosta desses tipos de águas e não se importam se há proliferação de algas ou a concentração de oxigênio é baixa. Os peixes somem e essas medusas podem realmente assumir o ecossistema", disse Lene Moller, um pesquisador do Instituto Sueco Para o Ambiente Marinho ao The Huffington Post.

Moller disse que o maior problema é que não há um monitoramento específico de águas-vivas no Mar Báltico, que poderia produzir os dados que os cientistas precisam para descobrir como resolver esses acontecimentos.

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