Deu tilt: mulher vira cleptomaníaca depois de complicações durante plástica
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Deu tilt: mulher vira cleptomaníaca depois de complicações durante plástica

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O que poderia ser uma ótima desculpa depois de ser pego roubando alguma coisa acabou se tornando um caso clínico: uma mulher desenvolveu uma compulsão por roubar coisas, a chamada cleptomania, depois de passar por complicações durante uma cirurgia plástica em 2013.

O fato bizarro aconteceu em Curitiba – também conhecida como "a Moscou brasileira" – e foi revelado através de um estudo publicado no periódico científico "British Medical Journal". Fábio Nascimento, junto com colegas do Instituto Neurológico de Curitiba, foi o médico responsável pela publicação do artigo, que explica o que aconteceu exatamente.

Uma mulher de 40 anos, sem histórico de uso de drogas e sem qualquer transtorno psiquiátrico, se submeteu à uma cirurgia de aumento dos seios e redução de abdome. Depois de alguns dias, no período chamado "pós-operatório", a paciente passou a apresentar comportamentos estranhos, como sonolência, desorientação, apatia e lapsos de memória.

Desenvolvimento da cleptomania

Não demorou muito para que os primeiro sinais da cleptomania aparecessem. "Nos dias seguintes, ela começou a ter pensamentos intrusivos recorrentes, uma compulsão irresistível em roubar e a sensação de alívio após cometer o ato", diz o documento. Tudo aconteceu depois da mulher receber alta do hospital e foi reportado aos médicos pelo marido dela.

A "condição psiquiátrica transitória", como diz o documento, chegou ao seu ápice quando a mulher tentou de fato furtar um item em uma loja que havia visitado para escolher um presente de aniversário para a filha. Ela pegou o produto e, mesmo tendo dinheiro para comprá-lo, escondeu o objeto na bolsa e saiu da loja, mas foi flagrada por um segurança e foi para a delegacia.

Ela foi liberada após o marido explicar para o delegado sobre a condição peculiar que se encontrava.

A causa

Nascimento afirma em seu documento que existe uma lógica para o acontecimento. "A hipótese mais provável é que ela tenha sofrido isquemia cerebral [falta de oxigenação] durante ou logo após a cirurgia", conta o médico.

Esse corte de oxigênio pode acontecer em períodos de baixa pressão arterial, que são comunmente "forçados" para conter sangramentos durante os procedimentos cirúrgicos. A isquemia pode ter afetado o córtex cerebral frontal, o que pode resultar em problemas cognitivos, comportamentais e emocionais.

No caso da paciente de Curitiba, no entanto, não houve lesão cerebral permanente e a vontade de roubar coisas desapareceu depois de alguns dias, gerando um diagnóstico de "cleptomania transitória" e "transtorno do controle de impulsos".

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