Será que um dia conseguiremos clonar dinossauros?
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Será que um dia conseguiremos clonar dinossauros?

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Na semana de estreia de “Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros”, é de se esperar que o assunto “dinossauros” venha à tona com tudo – o assunto é tão pop que a estimativa de arrecadação na bilheteria da estreia mundial é de assustadores US$ 300 milhões.

Steven Spielberg quis, por meio de um enredo que trabalha com dinossauros modificados geneticamente, questionar os limites da interferência humana no mundo animal. Mas será que a Ciência um dia vai conseguir clonar dinossauros, como já aconteceu nos filmes da série?

Na ficção

Em “Jurassic Park”, um grupo de cientistas conseguiu recriar as temíveis criaturas gigantescas a partir do DNA desses animais, que estava presente em mosquitos de milhões de anos, cujos corpos haviam sido preservados em âmbar.

Para quem sempre se perguntou se isso seria viável na vida real, dá para seguir um raciocínio meio óbvio a respeito: clonar um dinossauro seria o grande sonho de cientistas e paleontólogos em todo o mundo. Se isso fosse possível, já não teria acontecido?

Ainda que na ficção pareça fazer sentido que o DNA de dinossauros possa ser encontrado em mosquitos bem preservados, a coisa fica um pouco mais complicada na prática. De acordo com a publicação de Bryan Nelson no Mother Nature Network, a comunidade científica jamais encontrou exemplares de sangue de dinossauro em fósseis ou mosquitos fossilizados. Isso, de fato, só aconteceu no cinema.

Probabilidades

E mesmo que as buscas nunca parem e que todos os fósseis do planeta sejam analisados, a probabilidade de que vestígios de sangue de dinossauro sejam encontrados é realmente muito pequena, até mesmo porque a fossilização em âmbar é um evento considerado raro.

Como explicou Nelson, para esse tipo de clonagem acontecer, pelo menos um mosquito fêmea – são as fêmeas quem sugam o sangue – de barriga cheia teria que ser encontrado preservado depois de morrer há mais de 60 milhões de anos. Parece ou não parece impossível?

O jeito é nos conformarmos com o fato de que isso é possível apenas no cinema e, considerando a qualidade do trabalho de Spielberg, já é um grande feito. E se o seu raciocínio é o de que nada é impossível e talvez um dia surja um mosquito de 60 milhões de anos e bem preservado, saiba que tem mais um fator que impossibilita esse feito: recentemente cientistas descobriram que a meia-vida do DNA é de 521 anos. Ou seja...

E no futuro?

Agora já dá para entender que não é possível recriar dinossauros através do material genético desses animais, como acontece nos filmes de Spielberg. A esperança que fica é a de que um dia a equipe científica consiga deixar as pesquisas com DNA ainda mais avançadas, a ponto de desenvolver algum novo mecanismo para decifrar o código genético desses animais gigantes que foram varridos do nosso planeta há dezenas de milhões de anos.

Talvez no futuro seja possível desenvolver esse código genético artificialmente sem a necessidade de um código como modelo. Isso pode ser possível pelo fato de que dinossauros foram os antepassados de criaturas que ainda estão entre nós: os pássaros.

Com o passar dos anos, a Evolução fez desses animais criaturas completamente menores e diferentes dos dinossauros de muito tempo atrás. Ainda assim, é possível que os pássaros de hoje ainda carreguem informações genéticas de seus antepassados.

Atualmente, esse tipo de tecnologia ainda nem existe e, de fato, quando cogitamos essas experiências, parece coisa de ficção científica. Agora se pensarmos em todas as evoluções tecnológicas dos últimos séculos, é fácil cogitar que daqui a algumas centenas ou milhares de anos a ciência seja capaz de produzir o DNA de um dinossauro em um laboratório. O lado ruim é que não estaremos aqui para ver.

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