(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia)

Há 65 milhões de anos, um evento cataclísmico levou três quartos das espécies que viviam no nosso planeta à extinção. Entretanto, de acordo com uma notícia publicada pelo site NewScientist, alguns cientistas acreditam que, na verdade, ocorreram duas diferentes extinções, provocadas por eventos separados.

Segundo o artigo, a teoria de que um meteoro gigante — que atingiu a Península do Yucatán, no México — causou a extinção dos dinossauros é bastante aceita e famosa, mas muitos pesquisadores sempre se perguntaram se apenas esse evento teria sido suficiente para levar ao desaparecimento desses animais.

Assim, existem teorias que apontam que explosões vulcânicas gigantescas, ocorridas 100 mil anos antes na Índia, poderiam ter levado a mudanças climáticas que contribuíram para a extinção de inúmeras espécies, em um evento catastrófico anterior ao impacto. O problema, ao contrário do ocorrido com o meteoro, era encontrar evidências físicas desse episódio.

Descobertas sob medida

Porém, Thomas Tobin, um pesquisador da Universidade de Washington, parece ter encontrado as evidências necessárias para sugerir que um primeiro evento realmente pode ter iniciado o processo de extinção das espécies que viviam aqui na Terra há milhões de anos.

Tobin encontrou duas camadas de sedimentos nas quais existem inúmeras espécies de animais extintos, uma datando da época do impacto do meteoro, e uma segunda, mais profunda, de aproximadamente 150 mil anos antes, coincidindo com a época das erupções vulcânicas ocorridas na Índia.

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia)

Segundo as medições, tais erupções provocaram um aumento significativo nas temperaturas dos oceanos, e números comparáveis de criaturas foram extintas nos dois eventos, apesar das espécies afetadas terem sido diferentes. De acordo com Tobin, as espécies que viviam nos fundos dos mares morreram durante as erupções vulcânicas, enquanto que as que viviam nas superfícies morreram depois do impacto.

Desta forma, tudo parece indicar que, embora o meteoro tenha apresentado consequências catastróficas para as formas de vida que habitavam o nosso planeta, novas evidências estão surgindo no sentido de reforçar a possibilidade de que a extinção de tantas espécies não tenha ocorrido devido a um evento isolado.

Fonte: NewScientist