Rússia deve ser o primeiro país a usar armas hipersônicas

Rússia deve ser o primeiro país a usar armas hipersônicas

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A tecnologia é capaz de produzir armas potentes e, ao que tudo indica, a Rússia deve sair na frente e ser o primeiro país a usar um sistema de armas hipersônicas. É o que afirma um analista militar que diz ainda que a Marinha russa deve testar seu novo míssil, o Zircon, no próximo ano. A nova arma da Rússia supostamente pode voar a mais de 10 mil quilômetros por hora e poderia ser utilizada para lançar ataques rápidos contra alvos terrestres ou grupos inimigos no mar, dizimando-os em poucos minutos.

O especialista H.I. Sutton escreveu na Forbes sobre o míssil Zircon e afirmou que seu lançamento está marcado para 2020. O teste, de acordo com Sutton, será realizado a bordo do K-561 Kazan, o novo submarino da Marinha russa. Para ele, a Rússia está tão à frente na tecnologia de mísseis hipersônicos que será a primeira a utilizar armas hipersônicas operacionais.

As armas hipersônicas podem voar a altas velocidades e, supostamente, o Zircon terá a capacidade de se deslocar a aproximadamente 10 mil quilômetros por hora. As hipóteses sobre a potência da nova arma russa ainda abrangem os mecanismos de funcionamento que permitem os voos a altas velocidades. No caso do Zircon, ele provavelmente utiliza o scramjet (jato de combustão supersônica), o que demonstra que ele usa um foguete para sair do submarino e acelerar para a velocidade que permite ao scramjet assumir o controle.

Foto: Ministério da Defesa da Rússia

Fontes na Rússia afirmam ainda que o Zircon é capaz de atingir entre 100 mil e 130 mil pés de altura (entre 30 e 40 quilômetros) e, ao atingir a altitude máxima, poderia voar direto para o alvo em um mergulho. Com uma velocidade aproximada de 10 mil quilômetros por hora, a arma russa pode registrar 160 quilômetros em menos de um minuto. Levando em consideração o poder de rastreio do radar SPY-1 e a velocidade do armamento da Rússia, em um possível ataque, os americanos teriam menos de dois minutos para detectar, rastrear, atacar e abater o míssil russo.

Já se o Zircon entrar em um mergulho acentuado e depois voar baixo como outros mísseis, o ataque poderá ser fatal para outras Marinhas, uma vez que se ele voar a uma altitude de 200 pés (61 metros), um navio de superfície detectará o míssil a uma distância de apenas 55 quilômetros, o que daria menos de 20 segundos para abatê-lo. Ou seja, não haveria tempo suficiente sequer para entender o ataque.

Há defesa para o míssil russo

Apesar de parecer indestrutível, o novo míssil da Rússia pode ser defendido. Entre as possíveis defesas para a ameaça hipersônica estão o reposicionamento do radar em altitudes maiores para detectá-lo a uma distância maior e a automatização do sistema de defesa do navio utilizando inteligência artificial. Além disso, é provável que o Zircon esteja armado com ogivas convencionais e nucleares, o que pode fazer com que ele erre seu alvo, uma vez que dirigi-lo a uma velocidade tão alta não é tarefa fácil.

Foto: Getty Images

O poder de fogo da Rússia

Anunciado em 2018 pelo presidente da Rússia Vladimir Putin, o Zircon traz preocupação para o governo americano. O medo é que ele seja utilizado para conduzir os “ataques de decapitação”, o que envolveria submarinos russos lançando um ataque surpresa de míssil nuclear neutralizando Washington DC antes que lideranças civis pudessem se organizar.

O Zircon é apenas um dos seis sistemas de armas anunciados pelo presidente russo no ano passado. Putin disse ainda que a Rússia trabalha para implantar um míssil balístico intercontinental, uma arma hipersônica estratégica, uma arma hipersônica tática, um torpedo de longo alcance com armas nucleares e um míssil nuclear de cruzeiro.

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