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Como a anatomia dos gatos os deixa flexíveis e ágeis?

Gatos podem ser fofinhos, adoráveis e bonitinhos. No entanto, nada define tanto esses animais quanto as palavras agilidade e flexibilidade. Mas você já parou para pensar no quanto a anatomia dos gatos é especial?

Afinal, eles conseguem correr sem fazer barulho e podem fazer coisas com o corpo que dão inveja ao melhor dos contorcionistas. Acontece que toda essa destreza é, na verdade, resultado de uma conjunção de singularidades corporais. Nesse texto te mostramos como todas as partes da anatomia dos gatos se juntam para torná-lo um exímio atleta.

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(Fonte: Tamba Budiarsana/Pexels)(Fonte: Tamba Budiarsana/Pexels)

Espinha dorsal

Na anatomia dos felinos, boa parte dos créditos pelas habilidades e amplitude de movimento é proporcionada pela estrutura da coluna vertebral desses animais. Enquanto os humanos contam com 33 vértebras e os cães com 35, os gatos têm 53. Essa diferença é o que permite que eles consigam se espichar ou se enrolar como se fossem uma pequena bola.

Além disso, esses felinos têm um tecido conjuntivo mais flexível que, aliado à coluna, contribui para suas incríveis aptidões, incluindo a habilidade de cair em pé — mecanismo conhecido como auto-endireitamento. Eles também têm discos acolchoados nas vértebras que funcionam como amortecedores, suportando o impacto de uma aterrissagem de alturas significativas.

Cauda

A cauda dos gatos funciona como uma extensão de sua coluna vertebral. Ela pode ser movimentada em todas as direções ajudando os bichanos a se equilibrarem melhor e a terem um nível maior de estabilidade.

Ombros

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Nos humanos, os ombros fazem parte da articulação que liga a parte superior dos braços ao corpo. Já nos gatos, os ombros estão conectados ao corpo apenas pela musculatura.

As omoplatas soltas também ajudam os gatos a se moverem tranquilamente em pequenos espaços. Aliás, isso se deve muito ao fato de terem uma clavícula minúscula, que os permite ficar bem abaixados enquanto seus músculos estão alertas e prontos para atacar a presa.

Pernas e patas

Graças a força nas patas traseiras, um gato médio consegue saltar até nove vezes sua altura. A flexibilidade, suavidade e força das patas traseiras também possibilita a esses animais passar muito tempo parados ou sentados sem incômodo, o que é essencial na natureza, pois precisam caçar.

Além disso, os gatos são digitígrados, ou seja, caminham com a ponta das patas e, por isso, são muito silenciosos.

Habilidades sensoriais

A natureza foi bastante benevolente com a anatomia de gatos, assim como podemos notar com felinos maiores. A velocidade máxima desses animais pode chegar a 40 km/h, graças aos aspectos que apontamos acima. Sem contar que quando está correndo um gato consegue cobrir uma área que pode chegar a 3 vezes o seu comprimento. 

(Fonte: Gratisography/Pexels)(Fonte: Gratisography/Pexels)

No entanto, não é apenas a anatomia que torna esses animais ágeis e flexíveis. Os atributos físicos são combinados com sentidos apurados que os colocam entre os melhores atletas da natureza.

Por exemplo, seus bigodes os ajudam a andar pelo ambiente evitando obstáculos e suas patas, com estruturas anatômicas únicas permitem que detectem vibrações no solo, os ajudam a regular a temperatura corporal.

Embora tenham um toque muito sensível, esses felinos não são muito vulneráveis ao frio e ao calor: as únicas partes altamente sensíveis às mudanças de temperatura são os lábios e o nariz.

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