Desde que surgiram os livros, filmes e seriados de ficção científica sempre abordaram as mais diferentes maneiras de se alcançar outras galáxias de forma rápida e eficiente.

E entre um sucesso e outro, as tecnologias de "Warp drive", que permitiriam aos viajantes ultrapassarem a velocidade da luz, sempre apareceu como a ferramenta ideal para que os aventureiros chegassem em outros planetas. Os fãs de Star Trek que o digam.

Entretanto, apesar de tudo isso figurar muito mais na ficção do que na realidade, há também algumas teorias que tratam o assunto com bastante seriedade. A chamada “Alcubierre warp drive”, proposta pelo físico-teórico mexicano Miguel Alcubierre, em 1994, tenta tornar a ideia um pouco mais plausível.

Segundo o estudo do físico, a nave viajaria envolvida por uma espécie de bolha de energia negativa que faria com que universo passasse a ter o seu “tecido” transformado, com o espaço à frente da nave se contraindo e o que está atrás se expandindo.

Isso acabaria gerando um tipo de onda que carregaria tudo em uma velocidade sem limites, passando, inclusive, a chamada velocidade da luz. Você viajaria praticamente surfando pelo espaço para ir de um planeta ao outro.

Além disso, segundo Alcubierre, quando a nave viaja em uma velocidade de dobra está sempre em queda livre, seja acelerando ou desacelerando, o que faria com que os seus tripulantes não sentissem os efeitos da viagem.

Porém, um estudo realizado pela Universidade de Sidney, na Austrália, mostra que provavelmente o veículo espacial e todos os seus ocupantes seriam totalmente desintegrados e não sobraria ninguém para contar a história. 

Os pesquisadores realizaram contas matemáticas (extremamente avançadas), levando em conta todos os tipos de partículas cósmicas que seriam encontradas pelo caminho desta nave em seu trajeto. Isso porque o espaço não é apenas um grande e infinito vazio – mas sim, um lugar cheio de partículas que têm (ou não!) massa.

Ao que tudo indica, não é possível viajar como em Star Trek  (Fonte da imagem: Reprodução/Paramount Pictures)

Assim, os cálculos dos cientistas descobriram que toda essa “sujeira”, se é que podemos falar assim, seria varrida junto durante a viagem, com tudo sendo arrastado atrás da bolha ou, até mesmo, penetrando dentro dela.

Dessa forma, quando a nave espacial começasse o seu trabalho de desaceleração para parar no destino desejado, todas estas partículas reunidas seriam liberadas na forma de grandes explosões energéticas que, por sua vez, seriam suficientes para desaparecer com tudo o que estivesse por perto – inclusive destruindo o destino da espaçonave.

E isso aconteceria independentemente de para onde você desejasse ir ou quão longe o planeta a ser visitado se encontrasse. Isso porque, quanto mais longa fosse a viagem, maior também seria a quantidade de energia concentrada.

Porém, isso não significa que passeios mais curtos tornariam a utilização da teoria possível, já que apenas uma voltinha pela nossa galáxia já contaria com força destrutiva suficiente para sumir com a nave e todos os seus tripulantes.