(Fonte da imagem: Reprodução/Science)

De acordo com a teoria da relatividade de Einstein, a luz pode viajar com uma velocidade máxima — no vácuo — de quase 300 milhões de metros por segundo. Contudo, segundo uma notícia publicada pelo site Science, um grupo de cientistas afirma ter desenvolvido um nanodispositivo que permite que um determinado comprimento de onda da luz viaje a uma velocidade infinita.

Segundo a publicação, a velocidade da luz varia — para menos — quando ela viaja através de outros meios, como o ar ou o vidro, por exemplo, sendo essa variação conhecida como Índice de Refração. Porém, o que o grupo de cientistas fez foi desenvolver um nanodispositivo que apresenta um índice de refração da luz visível igual à zero, permitindo que ela alcance uma velocidade infinitamente rápida.

Nanodispositivo condutor

Trata-se de uma barra retangular de apenas 85 nanômetros de espessura e 2 mil nanômetros de comprimento feita de dióxido de silício e rodeada por uma camada de prata, através da qual a luz não pode escapar. O resultado é uma câmara condutora dentro da qual os diferentes comprimentos de onda da luz se comportam de maneira bastante peculiar, formando diversos padrões diferentes graças à ação dos campos magnéticos presentes na câmara.

(Fonte da imagem: Thinkstock)

Assim, durante o experimento os cientistas observaram que um determinado comprimento de onda se torna visível em toda a câmara de forma sincronizada e simultânea, indicando que, na verdade, trata-se da luz viajando a uma velocidade infinita. Mas não se preocupe, pois o experimento, embora curioso e muito interessante, não contradiz as leis da teoria da relatividade!

Conforme explicaram os cientistas, a luz possui duas velocidades: a de fase, que descreve o quão depressa as ondas de determinado comprimento podem viajar, e a de grupo, que descreve o quão depressa a luz pode transmitir informações ou energia. Sendo assim, apenas a velocidade de grupo deve ficar abaixo da velocidade da luz, e isso ocorre dentro da câmara. Apenas a velocidade de fase chega a uma velocidade infinita.

E qual é a utilidade desse experimento?

Bem, além de brincar com os índices de refração da luz e criar novos e inusitados materiais, os pesquisadores acreditam que a tecnologia poderia ser empregada para desenvolver um novo tipo de antena ou nanocircuitos ópticos, embora os cientistas afirmem que não será possível desenvolver um sistema de transmissão de dados instantânea a partir deste experimento. Pelo menos por enquanto.