Nanoarmaduras garantem que insetos sobrevivam no vácuo
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Nanoarmaduras garantem que insetos sobrevivam no vácuo

Um dos — muitos — problemas de enviar humanos ao espaço é a impossibilidade de sobrevivência no vácuo. No entanto, de acordo com o site Science, uma nova técnica, aplicada com sucesso em larvas de mosquito, pode ser uma esperança de solução para (pelo menos) essa complicação no futuro. Segundo a publicação, o método consiste em criar nanoarmaduras bombardeando os bichinhos com elétrons.

Cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade Hamamatsu, no Japão, descobriram que a energia dos elétrons faz com que as moléculas superficiais presentes na pele das larvas se unam, formando uma camada com espessura de 50 a 100 nanômetros forte o suficiente para evitar que líquidos ou gases escapem.

Conforme descreveram os pesquisadores, a camada resistiu inclusive ao toque, funcionando como uma espécie de nanorroupa espacial. Contudo, como nem todas as criaturas contam com a mesma composição molecular sobre suas peles, os cientistas decidiram realizar experimentos com outras substâncias, com a esperança de encontrar alguma que imite o efeito observado nas larvas.

Opção temporária

Fonte da imagem: Reprodução/Science

Os pesquisadores descobriram que um produto relativamente comum chamado Polissorbato 20, utilizado na produção de diversos tipos de produtos — de detergentes a balas e pirulitos, por exemplo — apresenta um efeito temporário parecido. Os cientistas banharam as larvas com essa substância, e as bichinhas sobreviveram às condições de vácuo durante 30 minutos. O próximo passo é descobrir uma forma de proteger as criaturas contra a radiação.

Na verdade, a técnica não foi desenvolvida com o objetivo de criar alternativas de proteção para os viajantes espaciais, mas sim permitir que os pesquisadores possam observar os órgãos de insetos vivos ao microscópio. A radiação liberada por esses equipamentos pode ser mortal, e a intenção é encontrar uma forma de manter os espécimes vivos.

Contudo, apesar de ainda não ser possível criar o mesmo tipo de armadura para os humanos, de momento a técnica pode permitir o recrutamento de “larvas-astronautas” para a realização de todo tipo de experimento espacial maluco — no futuro, quem sabe?

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