NASA desvenda mistério sobre flashes de luz na Terra observados do espaço
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NASA desvenda mistério sobre flashes de luz na Terra observados do espaço

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Você já tinha ouvido falar a respeito desse papo de flashes de luz emitidos pelo nosso planeta a partir do espaço? Eles foram identificados pela primeira vez em 1993, em imagens capturadas pela sonda espacial Galileo lançada pela NASA. Entretanto, ninguém deu muita bola para os curiosos pontos brilhantes e eles acabaram sendo esquecidos — até voltarem a ser registrados em 2015, pelo satélite DSCOVR (Deep Space Climate Observatory).

De acordo com Michael Franco, do site New Atlas, esse equipamento se encontra em órbita a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra. Ele tem como missão observar o nosso planeta e monitorar a atividade do Sol e as tempestades solares — e clica uma imagem do nosso mundo a cada hora. Pois em alguns desses registros os tais flashes voltaram a ser notados, como foi o caso a seguir:

(NASA's Goddard Space Flight Center)

Mistério

Ao longo de um ano, aproximadamente, a câmera presente no satélite — EPIC (Earth Polychromatic Imaging Camera) — capturou centenas desses flashes por todo o planeta, mas só agora o pessoal da NASA conseguiu descobrir como eles são produzidos.

Primeiro, os cientistas perceberam que os brilhos só apareciam quando a câmera estava “mirada” para a Terra no mesmo ângulo em que o Sol se encontrava voltado para o nosso planeta. Sendo assim, os pesquisadores deduziram que os flashes só poderiam ser reflexos — em vez de estarem sendo emitidos por fontes originadas no nosso mundo, como seria o caso de raios, por exemplo.

O pessoal da NASA chegou a suspeitar que poderiam ser os lagos — ou outras concentrações de água na superfície — que estavam provocando os reflexos, mas descobriram que os flashes eram produzidos em grandes altitudes, geralmente nas proximidades de nuvens do tipo cirrus, que se formam a cerca de 10 mil metros da superfície. Sendo assim, o culpado pelos brilhos misteriosos só poderiam ser partículas de gelo, orientadas horizontalmente.

Pode parecer bobagem, mas pense que esse curioso mistério dos flashes levou mais de 20 anos para ser solucionado. Além disso, segundo a NASA, a descoberta não foi em vão, uma vez que ela pode ajudar na observação e compreensão de fenômenos semelhantes em outros planetas, assim como auxiliar os astrônomos a determinar a composição de suas atmosferas e até identificar mundos potencialmente habitáveis. 

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