(Fonte da imagem: Reprodução/Universidade de Copenhagen)

Novas evidências indicam que planetas rochosos semelhantes à Terra podem ser formados em torno de uma variada gama de estrelas, sugerindo que o universo pode ter muito mais planetas do que se pensava. A descoberta pode ter importantes consequências para a busca de vida extraterrestre.

Utilizando dados da sonda Kepler, da NASA, pesquisadores dos EUA e da Europa correlacionaram a metalidade (em linguagem técnica, o termo se refere a “metais” como  elementos químicos além do hidrogênio e do hélio, como o silício e o oxigênio) das estrelas com o tamanho dos planetas.

Segundo os estudos, planetas rochosos são encontrados somente em torno de estrelas muito metálicas e, por conta disso, a vida teria que ser relativamente recente. Dessa forma, os mundos semelhantes à Terra poderiam se formar a qualquer momento, conforme tese defendida por David Latham, pesquisador líder do projeto.

Para Seth Shostack, astrônomo sênior do Instituto SETI, a comunidade científica está inclinada a acreditar que todas as estrelas têm planetas. “Agora sabemos que os planetas potencialmente habitáveis podem se formar em torno de praticamente qualquer tipo de estrela e, por conta disso, devemos focar nossas pesquisas nas áreas que apresentam maiores concentrações”, explica.

Fonte: Nature e iO9