(Fonte da imagem: Reprodução/Accelerating Future)

Embora o universo ainda seja um grande desconhecido — e o homem tenha explorado muito pouco desse gigante infinito —, sabemos que ele contém um número incalculável de objetos, formando galáxias e outras regiões repletas de corpos celestes. Inclusive, conhecemos e observamos atentamente diversas delas.

Porém, de acordo com o pessoal do io9, existe uma região muito intrigante no espaço, conhecida como Vazio de Boötes, que não se parece com nenhuma outra região que já tenha sido observada. Trata-se de uma gigantesca área esférica praticamente vazia, contendo apenas algumas poucas galáxias perdidas.

Descoberto em 1981 pelo astrônomo Robert Kirshner e sua equipe, o vazio se encontra próximo à constelação de Boötes, medindo aproximadamente 250 milhões de anos-luz de diâmetro, sendo o maior vazio conhecido do universo.

Tem alguém aí?

Menos de 60 galáxias foram encontradas no Vazio de Boötes, e pela sua proporção os astrônomos estimam que deveriam existir pelo menos 10 mil delas, considerando a média de distância mínima entre outras galáxias do universo.

Depois ter sido mapeada, os cientistas ficaram intrigados pela esparsa quantidade de estrelas na região. Tão esparsa que, se a Via Láctea fosse localizada lá, provavelmente acreditaríamos estar sozinhos no Universo por muito e muito tempo.

Por que o vazio existe?

Na verdade, ninguém sabe explicar como o vazio se formou, mas os astrônomos acreditam que essa região anômala pode ter sido formada por uma combinação de muitos outros vazios menores, que se uniram como se fossem bolhas de sabão, formando uma única bolha maior. As poucas galáxias que permaneceram por lá provavelmente são as que existiam nas fronteiras desses vazios menores.

Além disso, a falta de objetos nessa região do espaço torna a interação entre partículas muito, muito rara. Quem sabe um dia o Vazio de Boötes não se transforme em uma pista de testes para veículos de corrida interestelares que viajam à velocidade da luz, já que não existe muito risco de bater em nada?

Fontes: io9, Web Archive e Accelerating Future