Fotógrafo registra um iceberg “capotado”
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Fotógrafo registra um iceberg “capotado”

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A imagem acima não apenas é surpreendentemente bela como ainda ganha relevância pela raridade do fenômeno. Durante uma expedição pela Antártida, o fotógrafo Alex Cornell acabou por se deparar com um iceberg “capotado” — de ponta cabeça mesmo. Considerando-se que normalmente cerca de 90% de uma massa de gelo dessas proporções é mantida sob a água, tem-se uma ideia da singularidade do evento.

A parte da beleza ainda é garantida por uma superfície praticamente livre de neve ou de detritos variados — formando uma enorme estrutura, semelhante a um gigantesco cristal azulado em estado bruto. Nada mal. Mas também pode ser perigoso.

Força semelhante à de uma bomba atômica

A “capotagem” de um iceberg normalmente ocorre pouco tempo após a enorme massa de gelo se soltar se soltar de uma geleira (corpo continental proveniente da era glacial, as calotas polares). O processo se dá por conta da busca por estabilidade do corpo ao se desprender, já que a gravidade atua de forma a deixar a maior parte submergida.

O mais curioso — e catastrófico —, entretanto, é que isso pode chegar a causar acidentes marítimos sérios. Em entrevista ao site Science World, o professor da Univrsidade de Chicago Justin Burton explicou que a “capotagem” de um iceberg pode liberar energia equivalente à de uma bomba atômica. Dessa forma, um dos resultados imediatos pode ser a ocorrência de um tsunami que, por sua vez, pode facilmente emborcar navios próximos.

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