O asteroide Apophis (Fonte da imagem: Reprodução/Forbes)

Se a Terra fosse atingida por um asteroide ou por qualquer outra coisa, não daria tempo sequer para twittar algo como: “Alguém mais sentiu a Terra estremecer? #FimDosTempos”: é isso que afirma a NASA sobre a possibilidade de um desastre planetário vindo do espaço. “O maior alerta que receberíamos, caso algo caísse na Terra, seria um grande zero”, afirma um cientista da agência espacial americana.

Diferentemente do que ocorre nos filmes e nos jogos de video game, o sistema de captura de objetos próximos ao planeta Terra (chamado NEO – Near Earth Objects) tem capacidades muito limitadas. De acordo com uma reportagem da revista Forbes, a maioria dos objetos que o NEO atualmente capta permanece desconhecida da raça humana.

Em outros casos muito remotos, há possibilidade de os cientistas preverem os objetos que passarão perto da órbita planetária. Isso foi exatamente o que ocorreu com o asteroide Apophis, que foi previsto pelos estudiosos em 2004 e que apresenta uma efêmera possibilidade de colidir com a Terra. O que foi descoberto neste ano é que o Apophis é consideravelmente maior do que se imaginava, contendo em torno de 20% mais massa do que o previsto anteriormente.

Ficção que não acontece na realidade

Cena do filme "Armageddon", com Bruce Willis salvando a Terra (Fonte da imagem: Reprodução/SlashGear)

No entanto, se um desses asteroides resolvesse cair mesmo em nosso planeta, não haveria geólogos, astronautas ou especialistas em demolição suficientes para serem mandados à órbita espacial para conter a ameaça — como no filme "Armageddon". Pior do que isso, quando o meteoro se chocasse com a Terra, apenas veríamos um gigantesco clarão e, no máximo, sentiríamos o chão sob nossos pés em vasta trepidação.

Por outro lado, se os cientistas conseguissem prever que a rota do asteroide realmente iria coincidir com a órbita da Terra, não haveria muita coisa que pudesse ser feita. Para um meteoro do tamanho no Apophis, de acordo com a NASA, bombas nucleares explodindo sobre ele não seriam suficientes para desviar a trajetória do incômodo visitante.

Assim sendo, está confirmado que “de nada adiantaria o Twitter em meio a um apocalipse causado por um meteoro”.