Por acidente, cientistas conseguem transformar CO2 em combustível
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Por acidente, cientistas conseguem transformar CO2 em combustível

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Uma descoberta feita acidentalmente por pesquisadores nos Estados Unidos pode se mostrar uma grande aliada no combate ao aquecimento global. Cientistas do Laboratório Nacional de Oak Ridge, no estado do Tennessee, conseguiram transformar dióxido de carbono em etanol. A melhor notícia é que a descoberta tem potencial para ser replicada em escala industrial.

A equipe, que é financiada pelo governo americano, usou cobre, carbono e nitrogênio para criar um catalisador, uma substância que acelera a velocidade das reações químicas. Aplicando uma corrente elétrica de apenas 1,2 volts ao catalisador, foi possível converter em etanol o dióxido de carbono que estava dissolvido na água.

Por que a descoberta é tão importante

Embora seja um elemento essencial para a manutenção da vida na Terra, a quantidade de dióxido de carbono presente na atmosfera do nosso planeta é uma das principais responsáveis pelo aquecimento global. Isso porque o CO2 é um dos gases que causam o efeito estufa.

A quantidade de CO2 na atmosfera, cuja liberação acontece principalmente durante a queima de combustíveis fósseis, atingiu os níveis mais altos durante toda a História da humanidade há poucos anos. Por isso, uma invenção que consegue transformar esse excesso em algo útil, como o etanol, que pode ser usado como combustível, é capaz de desacelerar o processo de aquecimento do planeta.

Esta não é a primeira vez que pesquisadores tentam converter o gás em algo que possa ser reutilizado, mas nenhuma pesquisa tinha conseguido um produto final tão eficiente quanto o etanol, que no Brasil é misturado na gasolina em uma proporção de 20%.

Como eles conseguiram?

De acordo com Adam Rondinone, um dos membros da equipe responsável pela descoberta, o material foi achado por acaso. Eles estavam estudando o primeiro passo de uma reação, quando perceberam que o catalisador estava fazendo a reação inteira por conta própria.

O mais surpreendente foi a baixa quantidade de energia elétrica necessária, o que deve ser essencial na hora de tentar replicar o procedimento em maior escala. Os pesquisadores dizem que isso foi possível porque a nanoestrutura do catalisador – pedaços de cobre com o tamanho de um milionésimo de milímetro – é fácil de ser manipulada.

Um artigo mostrando os resultados foi publicado na revista Chemistry Select. Agora, os cientistas devem continuar trabalhando para aperfeiçoar o método e saber se ele pode mesmo resolver o problema de aquecimento da Terra.

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