(Fonte da imagem: Thinkstock)

De acordo com uma publicação do The Guardian, a Sociedade Real de Química do Reino Unido decidiu lançar um desafio: eles pagarão um prêmio de £ 1 mil (aproximadamente R$ 3.300) para quem conseguir solucionar o mistério relacionado ao efeito Mpemba, ou seja, para quem explicar o motivo pelo qual a água quente congela mais depressa que a água fria.

Aliás, você sabia disso?

O efeito tem esse nome devido a um garotinho africano chamado Erasto Mpemba que, nos anos 60, teve que fazer um trabalho escolar que consistia em ferver leite, deixá-lo esfriar e, depois, levá-lo ao freezer para que se transformasse em sorvete. Entretanto, com medo de não ter onde guardar o líquido, Mpemba decidiu congelar o leite ainda quente. Como se fosse mágica, o produto do menino congelou mais depressa que o dos demais estudantes.

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Apesar de ter sido batizado como Mpemba, esse efeito é um velho conhecido — sério, você sabia disso? —, tendo sido, inclusive, mencionado na antiguidade por Aristóteles, Francis Bacon e até Descartes.

Contudo, embora tenha sido observado em laboratório, ninguém sabe explicar ao certo por que ele acontece — contradizendo a teoria de transferência de calor de Isaac Newton.

Possibilidades

Segundo o site PhysOrg, inúmeras teorias já tentaram explicar o fenômeno, mas nenhuma delas com um resultado muito convincente. Os cientistas já tentaram associar o efeito ao fato de que a evaporação da água quente pode reduzir o volume de líquido que será congelado ou, ainda, que a concentração de componentes dissolvidos pode influenciar no processo de solidificação.

Entretanto, devido à quantidade de variantes envolvidas — volume de água, formato e composição do frasco contendo o líquido, concentração de componentes químicos, diferença na temperatura inicial etc. —, serão necessários muitos experimentos para explicar de uma vez por todas o efeito Mpemba.

Portanto, desejamos boa sorte aos participantes do desafio e vamos aguardar ansiosamente até o final de julho, quando o vencedor será anunciado, para descobrirmos a resposta desse enigma. E você, leitor, tem alguma teoria?

Fontes: Cornell University, PhysOrg, Binghamton University e The Guardian