(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia)

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, conseguiram desenvolver um método capaz de fazer com que células sanguíneas adultas regridam ao estágio embrionário, transformando-se em células-tronco.

De acordo com uma notícia publicada pelo site Medical Xpress, a nova técnica faria com que as células humanas normais rejuvenescessem, retornando ao estado em que se encontravam quando eram embriões de apenas 6 dias de vida. O método, aliás, não só se transformaria na nova fonte da juventude, mas em uma opção segura para tratar inúmeras doenças incuráveis, como problemas no coração, paralisias causadas por lesões medulares e câncer.

Máquina do tempo

Para conseguir esse verdadeiro “milagre”, os pesquisadores utilizaram plasmídeos, que são moléculas circulares de DNA normalmente encontradas em bactérias e organismos eucarióticos. Essas moléculas possuem a característica de poder se reproduzir de maneira independente do DNA cromossômico, desaparecendo uma vez tenham completado sua função.

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia)

Os pesquisadores utilizaram células sanguíneas extraídas da medula espinhal de pacientes, abrindo pequenos orifícios nas membranas dessas células com o uso de impulsos elétricos. Depois, através desses pequenos orifícios, os pesquisadores introduziram plasmídeos carregados com quatro genes diferentes, programados para fazer com que as células regredissem ao seu estado primitivo.

Após os plasmídeos concluírem suas “missões”, os pesquisadores cultivaram essas células com células de medula óssea previamente estimuladas que, depois de 14 dias, se transformaram em células-tronco embrionárias.

Autotransplante de células-tronco

Na verdade, este revolucionário método permite o autotransplante de células-tronco, sem que seja necessário utilizar células extraídas de embriões humanos e cordões umbilicais, nem utilizar métodos que atualmente são considerados controversos e, até mesmo, proibidos em diversos países, como alguns casos de casais que geram novos filhos para curar outros membros da família que estejam doentes.

E, hipoteticamente, esta nova técnica permitiria que pudéssemos consertar qualquer parte do nosso corpo e curar todo tipo de doenças conforme seja necessário, utilizando nossas próprias células para isso.

Fontes: Universidade Johns Hopkins, Medical Xpress e PLoS ONE