Entenda a história por trás da máscara mortuária de Napoleão Bonaparte
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Entenda a história por trás da máscara mortuária de Napoleão Bonaparte

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Apesar de ser um tanto quanto perturbadora, a máscara mortuária de Napoleão Bonaparte é um dos objetos mais cobiçados da Inglaterra na atualidade. Em um momento em que a fotografia não era um recurso disponível, replicar as feições do rosto dos falecidos e criar máscaras era um método bastante comum, especialmente quando se tratava de uma personalidade importante.

O grande imperador francês faleceu na ilha de Santa Helena, localizada entre a África e América do Sul, em 5 de maio de 1821. Sabe-se que a máscara mortuária de Napoleão foi feita dois dias após a morte do imperador e, infelizmente, acabou por capturar o rosto do líder com algumas alterações já que o corpo se encontrava em um estado avançado de decomposição devido ao calor.

É quase certo que o molde que deu origem ao objeto foi feito por Francis Burton, o médico britânico que atendeu o imperador até o momento de sua morte. Além dessa, existem outras poucas máscaras de Napoleão que fazem parte de coleções nacionais da França e de Córsega, mas acredita-se que sejam cópias feitas posteriormente.

O leilão da máscara

Base da peça mostra a inscrição feita pelo reverendo Richard Boys. Fonte da imagem: Reprodução/Bonhams

Logo após a morte de Napoleão, o objeto que agora é assunto na Inglaterra pertenceu originalmente ao reverendo Richard Boys, além de ter passado pelas mãos do pintor Joseph William Rubidge, que ajudou a confeccionar a máscara. A peça trazia a seguinte inscrição: “Esse molde foi tirado do rosto de Napoleão Bonaparte assim que ele faleceu em Santa Helena em 7 de maio de 1821, por isso certifico /R. Boys, capelão/ por Rubidge”.

Em junho de 2013, o objeto foi colocado em leilão na Inglaterra. Naquela ocasião, a peça pertencia a Andrew Boys, um parente distante do reverendo, que se disse bastante surpreso ao descobrir em um funeral da família que havia herdado a máscara mortuária de Napoleão Bonaparte.

O raro objeto foi vendido por 175 mil libras – o que corresponderia a quase 700 mil reais na cotação de hoje – a um colecionador não identificado que vive fora da Inglaterra.

À espera de um novo dono

Fonte da imagem: Reprodução/Bonhams

Se você estiver disposto a morar na Inglaterra e comprar a máscara mortuária de Napoleão Bonaparte, essa é sua chance. Desde o final de 2013, o governo britânico está buscando um novo comprador para que o raro objeto possa se manter no país e continuar a fazer parte da história dos ingleses.

“Esse é provavelmente um dos objetos mais incomuns que já tivemos, fascinante e um tanto quanto macabro, mas acredito que ele deva ser mantido aqui e espero que um comprador britânico se manifeste para ajudar a fazer isso acontecer”, declarou Ed Vaizey, ministro da cultura na Inglaterra.

Mesmo com a venda do objeto, o ministro da cultura conseguiu impedir saída da peça do território até o dia 14 de janeiro, data limite para que algum comprador britânico manifeste seu interesse pela máscara. Porém, esse prazo pode ser prorrogado até o dia 12 de abril de 2014.

Ed Vaizey reforça a importância de manter o objeto na Inglaterra ao lembrar que a famosa Batalha de Waterloo completará 200 anos em 2015 e que isso fará com que os britânicos tenham ainda mais interesse pela história de Napoleão Bonaparte.

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