11 maravilhas da antiguidade destruídas pelo extremismo religioso
739
Compartilhamentos

11 maravilhas da antiguidade destruídas pelo extremismo religioso

Último Vídeo

1 – Budas de Bamiyan

Destruídos em 2001

Os Budas de Bamiyan foram espetaculares estátuas com 53 e 35 metros de altura talhadas em arenito no vale de Bamiyan, localizado cerca de 230 quilômetros ao norte de Cabul, no Afeganistão. Estima-se que as figuras foram esculpidas entre os séculos 5 ou 6, mas, em 2001, depois de sobreviverem praticamente intactas por 1,5 mil anos, as estátuas foram destruídas pelo Talibã — depois de serem consideradas ídolos e, portanto, contrárias ao Alcorão.

2 – Mesquita de Samarra

Destruída em 2005

A Mesquita de Samarra foi construída no século 9 às margens do Rio Tigre, ao norte da cidade de Bagdá, no Iraque. Sua característica mais marcante era a Torre Malwiya, o minarete com 52 metros de altura e rampas em espiral que permitiam que os fiéis o escalassem. A edificação chegou a ser considerada como a maior mesquita do mundo, mas foi bombardeada em 2005 durante um ataque de insurgentes islâmicos contra membros da OTAN.

3 – Rodas de Água de Hama

Diversas unidades destruídas em 2014

Situadas ao longo do rio Orontes na cidade de Hama, na Síria, as rodas de água medem até 20 metros de diâmetro, e os primeiros registros sobre elas datam do século 5.  Elas foram construídas para servir de sistema de irrigação para os antigos povos que ocupavam a região, e 17 sobreviveram à passagem do tempo. No entanto, especialistas relataram que várias das estruturas foram queimadas por insurgentes em 2014.

4 – A Tumba de Jonas

Destruída em 2014

Na realidade, a imagem acima mostra a Mesquita do Profeta Jonas — ou Yunus, em árabe —, erguida há cerca de 700 anos em Mossul, no Iraque. A construção, além de ser um templo religioso, guardava a sepultura de Jonas, um personagem bíblico reverenciado por cristãos e muçulmanos (ele foi o profeta engolido por uma baleia, lembra?), mas foi destruída em uma explosão provocada por integrantes do Estado Islâmico.

5 – Palácio de Assurnasirpal II

Destruído em 2015

O Palácio de Assurnasirpal II — rei assírio que governou entre os anos de 884 e 859 a.C. — foi terminado em 879 a.C. na cidade de Nimrud, cuja localização atual seria o norte do Iraque. A edificação foi completamente demolida por extremistas islâmicos entre março e abril de 2015.

6 – Cidade de Hatra

Parcialmente destruída em 2015

Hatra foi construída durante o século 3 a.C. e foi um importante polo comercial na Rota da Seda. As ruínas da cidade — cuja arquitetura trazia uma combinação de elementos greco-romanos — entraram para a lista de Patrimônio da Humanidade da UNESCO em 1985 e, em 2014, o local foi invadido por militantes do Estado Islâmico e destruído um ano depois.

7 – Templo de Baalshamin

Destruído em 2015

Dedicada à divindade cananeia de Baal, a edificação foi concluída no século 2 a.C., reconstruída em 131 d.C. e convertida em uma igreja cristã durante o século 4. O Templo de Baalshamin era uma das construções mais impressionantes e bem preservadas da antiga cidade de Palmira, na Síria, e foi dinamitada no ano passado por extremistas do Estado Islâmico.

8 – Templo de Bel

Destruído em 2015

Também localizado em Palmira, o Templo de Bel foi erigido no ano de 32 e concentrava a vida religiosa da antiga cidade. A estrutura foi construída em nome à divindade semita Bel — e derrubada em agosto de 2015 pelo Estado Islâmico.

9 – Arco do Triunfo de Palmira

Destruído em 2015

Construído pelos romanos, o Arco do Triunfo fazia parte do complexo arqueológico da cidade de Palmira, na Síria, e tinha cerca de 2 mil anos. Ele foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em meados de 2013 — e dinamitado por rebeldes do Estado Islâmico em outubro de 2015.

10 – Monastério de Mar Elian

Destruído em 2015

Datado do século 5, O Monastério de Mar Elian — construído em nome de Santo Elian, cuja sepultura se encontrava no local — foi um importante ponto de peregrinação e refúgio para os cristão sírios. Extremistas do Estado Islâmico usaram escavadeiras em agosto do ano passado para derrubar suas paredes.

11 – Nineveh

Gravemente danificada em 2014

A Antiga Assíria foi um dos primeiros grandes impérios a se estabelecer no mundo, ocupando um vasto território do Oriente Médio. Aliás, entre os anos 900 e 600 a.C., os monarcas assírios exerciam seu controle a partir de diversas capitais fundadas em uma região que, atualmente, corresponde ao norte do Iraque — e Nineveh foi uma dessas esplêndidas capitais.

Nineveh floresceu por volta do século 700 a.C. sob o domínio do grande imperador assírio Sennacherib e inclusive se tornou a maior cidade do  mundo. Parte da atual cidade de Mossul foi construída sobre as ruínas de Nineveh e, em 2014, extremistas do Estado Islâmico invadiram o local e iniciaram uma onda de destruição que acabou com esculturas, estátuas, manuscritos, artefatos, milhares de livros etc., perdidos para sempre.

***

Infelizmente, embora a nossa lista conte com 11 maravilhas da antiguidade que foram perdidas por conta do extremismo religioso, muitas outras joias de inestimável importância histórica e cultural — como museus, bibliotecas, sítios arqueológicos, mosteiros, igrejas, mesquitas, palácios, templos, necrópoles etc. — continuam sendo sistematicamente destruídas.

Você conhece outras obras da antiguidade que foram destruídas devido ao extremismo religioso? Comente no Fórum do Mega Curioso

Você sabia que o Megacurioso está no Instagram, Facebook e no Twitter? Siga-nos por lá.