Conheça a sinistra história de Béla Kiss, o Vampiro de Cinkota
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Conheça a sinistra história de Béla Kiss, o Vampiro de Cinkota

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Os serial killers são, em sua maioria, excêntricos. Matam simplesmente por matar, sem motivo aparente ou, então, por causas fúteis. Você já deve ter lido diversas histórias de diferentes assassinos em série aqui no Mega Curioso — e deve ter notado que todos parecem ter uma característica em comum: a frieza.

O matador de quem vamos falar hoje é Béla Kiss, um húngaro tranquilo e de boa aparência que, na verdade, se transformou em assassino e passou despercebido na vizinhança onde residiu por mais de 15 anos, na casa de número 9 da rua Kossuth, na cidade de Cinkota.

Boa pinta e discreto

Embora não existam muitas informações a respeito de sua formação, Béla demonstrava ter grande inteligência e habilidade em sua função — ele trabalhava como ferreiro — e era bem-visto por seus vizinhos, apesar de levar uma vida discreta e não manter muito contato com ninguém.

Vizinhança de Béla Kiss

Segundo Melissa, do site Today I Found Out, Kiss era bonito, loiro e tinha olhos azuis brilhantes — características que o ajudaram bastante em sua carreira de crimes. Béla atraía suas vítimas por meio de anúncios em jornais focados em mulheres solitárias com o propósito de arrancar dinheiro de suas amantes — e ele chegou a receber mais de 175 propostas de casamento.

Seu alvo eram mulheres que viviam sozinhas e que não tinham parentes por perto, o que facilitava sua ação — pois, em sua mente, seria mais difícil alguém dar falta delas. A artimanha de enganar pessoas apaixonadas é uma forte arma de psicopatas/sociopatas para alcançar seus objetivos, uma vez que nesse estado elas se tornam mais suscetíveis às pessoas amadas.

Primeiras suspeitas

O primeiro esbarrão de Béla com as autoridades aconteceu um pouco antes da Primeira Guerra Mundial, quando um vizinho notou que o húngaro mantinha uma curiosa coleção de barris de metal em sua residência e fez uma denúncia. A polícia chegou a visitar Béla e a questioná-lo sobre os objetos, mas acreditou na desculpa dele, de que ele estava estocando combustível para o caso de que o conflito eclodisse. Foi uma pena que os oficiais não tenham aproveitado a ocasião para verificar o conteúdo dos recipientes!

Os barris de metal onde os corpos das vítimas de Béla eram mantidos "em conserva"

Dentro deles, os policiais teriam encontrado os corpos de várias de suas vítimas — entre elas, o de sua esposa, Marie, e o de um jovem artista chamado Paul Bikari. O casal teria sido assassinado após Béla descobrir que os dois estavam tendo um caso, mas ninguém levou seu sumiço a sério porque o marido traído inventou que os pombinhos haviam ido embora para os Estados Unidos para viver seu romance.

Além do casal, os barris continham os cadáveres de outras vítimas — atraídas por meio dos anúncios para corações solitários — preservados em álcool, e a estimativa é de que Kiss tenha assassinado pelo menos 24 pessoas (23 mulheres e um homem) no total. O mais macabro é que, antes de colocar os corpos dentro dos recipientes, Béla drenava todo o sangue por meio de uma incisão em seus pescoços. Foi daí, aliás, que surgiu o apelido “Vampiro de Cinkota”, já que as autoridades pensavam que o assassino consumia o sangue de suas vítimas.

Descoberta sinistra

Quando a Primeira Guerra Mundial eclodiu, o húngaro foi convocado e se uniu à 40ª brigada de infantaria de Honved, deixando sua casa sob os cuidados da Sra. Jakubec, governanta contratada por ele em 1912. No entanto, um par de anos depois, pensando que Béla havia morrido em batalha, o proprietário da residência procedeu com a limpeza do local para alugá-lo novamente — e existem duas versões sobre o que aconteceu depois.

Casa ocupada pelo vampiro e guardada pela fiel governanta

Na primeira versão, o dono da casa teria notado um mau cheiro vindo dos barris e chamado a polícia para investigar. Já a segunda versão simplesmente dá conta de que as autoridades teriam se lembrado da potencial reserva de combustível e, considerando que Béla tinha morrido mesmo, resolveram ir apanhá-la para uso próprio.

Seja qual for a versão verdadeira, o fato é que, sob os protestos da governanta, a polícia acabou se deparando com os barris contendo os corpos — e essa descoberta macabra levou os oficiais a darem início a uma verdadeira caçada por Béla Kiss.

Investigações

A atitude superprotetora da Sra. Jakubec quando os barris foram descobertos causou bastante estranheza aos oficiais. Além disso, logo veio à tona a informação de que, além de ser responsável pela casa na ausência de Béla, a governanta era beneficiária de parte da herança dele. Portanto, não foi à toa que os investigadores chegaram a desconfiar de que ela fosse cúmplice do assassino.

Suposto retrato de Béla Kiss

No entanto, na falta de evidências que ligassem Jakubec aos crimes, os policiais tiveram que eliminá-la da lista de suspeitos. Então, durante as investigações, as autoridades encontraram um quarto — ao qual nem mesmo a governanta teria acesso — onde havia cartas e reivindicações de mulheres que se correspondiam com Béla, assim como livros sobre envenenamento e estrangulamento.

Entre os documentos, os investigadores descobriram, por exemplo, informações de duas mulheres que moveram processos contra Béla por extorsão, mas as ações nunca seguiram adiante. O motivo?  As coitadas foram posteriormente identificadas entre os corpos encontrados dentro dos barris.

Os policiais chegaram a buscar Béla nos batalhões e entre prisioneiros de guerra e mobilizaram os correios com o objetivo de reter qualquer correspondência direcionada a ele. Contudo, após alguns meses de investigação, tudo o que as autoridades encontraram foram informações de que Kiss havia morrido na guerra, possivelmente de febre tifoide — e os esforços para encontrá-lo com vida acabaram sendo suspensos. Mas a história do assassino não acabou por aqui!

Impunidade?

No total, a estimativa é de que Kiss tenha assassinado pelo menos 24 pessoas — 23 mulheres e um homem. Existem rumores — mesmo que mal documentados — de que, na verdade, Béla teria aproveitado o grande número de baixas da guerra e trocado de documentos com outro soldado, assumindo a identidade de um homem morto.

Dizem que um legionário francês teria contado que conheceu um tal soldado Hoffman que se gabava de suas habilidades de estrangulamento. Quando a polícia apareceu para investigar, o homem já havia desertado e ninguém sabia sobre o seu paradeiro. Já na década de 1930, nos Estados Unidos, o investigador Henry Oswald supostamente viu Béla e tentou capturá-lo, mas sem êxito. Ainda nos EUA, surgiram rumores de que o húngaro estaria trabalhando como zelador em Nova York, fato que nunca foi confirmado por nenhuma autoridade.

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