(Fonte da imagem: Reprodução/9GAG)

Você já se perguntou por que algumas pessoas ocupam boa parte do seu tempo “trollando” outras na internet sem ganhar nenhum centavo por isso? A pesquisadora Whitney Phillips passou quatro anos estudando o assunto, entrando em fóruns e caçando postagens no Facebook, e chegou a alguns resultados interessantes.

Ela descobriu que, em muitos casos, não se tratam de pessoas de má-índole ou que queiram tirar algum tipo de benefício financeiro. As brincadeiras, ou ao menos o que o troll julga ser divertido, são feitas apenas por puro entretenimento.

Para Philips, que agora é PhD em trollagem com sua tese, quatro características principais norteiam o dia a dia de um troll.

  • Auto-ID: trolls pensam em si mesmos como trolls e, na maioria das vezes, não têm pudor nenhum em assumir e se autointitular alguém pertencente a esse grupo;
  • Escrita: muitas vezes, o troll tem um bom domínio da língua e, por conta disso, escreve os seus textos com erros gramaticais propositais, fazendo se passar por alguém com menos conhecimento, de forma a alimentar o seu “personagem” virtual;
  • Diversão: não há busca de algum tipo de benefício financeiro. A recompensa por agir desta forma é apenas a diversão ou, para usar a expressão em inglês, “just for lulz” (somente para dar muitas risadas);
  • Anonimato: a certeza que o troll tem de que nunca será reconhecido é outro ponto fundamental nessa relação. O anonimato virtual faz com que uma pessoa sadia se permita momentos de ousadia e pequenas loucuras em prol da diversão.

A pesquisa de Whitney Philips levantou ainda que a maioria dos trolls são homens, com idade entre 18 e 34 anos. As mulheres adeptas das trollagens foram minoria na pesquisa, embora também existam e costumem agir seguindo o mesmo modo de operação.

Fonte: Fast Company