As maiores referências da moda britânica

As maiores referências da moda britânica

Equipe MegaCurioso
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Em seu jubileu de diamante a Rainha Elizabeth celebre seu posto como uma das mulheres mais importantes da atualidade e é vista como um verdadeiro ícone, mas em terras britânicas outros ícones também reinaram no país e no mundo ao longo desses 60 anos. Confira as maiores referências da moda inglesa...

A minissaia

Um grupo de garotas se divertingo com minissaias nos anos 60. Fonte: Reprodução/farftech.com.br

Dizer que a minissaia é de verdade uma invenção britânica pode até ser debatido, mas a inglesa Mary Quant está entre os designers que podem levar o crédito. Apesar de ter iniciado o trabalho com saias de comprimento mais curto no final dos anos 50, ela só alcançou o sucesso na metade dos anos 60, quando a capital inglesa estava sob pleno efeito do “Swinging London”. A minissaia se tornou uma das principais características da década, significando juventude, rebeldia, liberdade e diversão.

James Bond

Sean Connery como James Bond. Fonte: Reprodução/farftech.com.br

O escritor Ian Fleming criou o agradável espião em 1953, mas 007 só se tornou uma referência na alfaiataria masculina em 1962, quando o primeiro filme da série - Dr. No – foi lançado com o ator escocês Sean Connery no papel de Bond. Com seu gosto sofisticado em bebidas, perfeita habilidade com armas e sucesso absoluto com as mulheres, o agente secreto foi um hit imediato. Mas teria ele chamado tanta atenção se tivesse feito tudo isso sem estar impecável em uma série de ternos super bem cortados?

O fenômeno Kate Moss a imagem dos anos 90

Kate Moss em foto para Corinne Day para The Face, julho de 1990.
Fonte: Reprodução/farfetch.com.br

Em 1990, a hoje falecida Corinne Day foi até Camber Sand para fotografar a jovem Kate Moss para a capa da revista de moda The Face, que já não existe mais. As fotos de Kate usando um cocar de penas na cabeça se tornaram mundialmente famosas e levaram a Vogue britânica a contratar a ex-modelo Day para fazer novas fotos de Moss. Nesta sessão Moss aparecia natural, sem maquiagem, olhos arregalados, usando calcinha e relaxando em seu flat em Londres. As fotos acabaram ainda mais impressionantes e surpreendentes do que as primeiras e se tornariam a definição da estética da década. Mesmo que o look tenha eventualmente se desenvolvido para algo que foi apelidado de “heroína chique”, essas primeiras fotos foram importantes pela forma como desafiaram a ideia de beleza, mostrando Moss como etérea e despretenciosa, mas ao mesmo tempo moderna e urbana.

Os Mods

O elenco de Quadrophenia (1979). Fonte: Reprodução/farfetch.com.br

Mod não era uma forma de se vestir, mas um modo de vida – uma das subculturas mais importantes do fim dos anos 60, pessoas jovens que gostavam de dirigir scooters, ouvir música beat britânica, fazer barulho e passar a noite acordado dançando cheios de anfetaminas. Como qualquer um que já tenha visto o filme inglês Quadrophenia sabe, eles também são muito bem vestidos – os mods eram cuidadosos com seus belos ternos, botas Chelsea e parkas grandes.

Cecil Beaton

Fotos de Cecil Beaton de vestidos do designer Charles James em 1948.
Fonte: Reprodução/farfetch.com.br

De suas várias formas, Beaton foi uma grande influência na moda britânica na primeira metade do sáculo XX. Ao fotografar para grandes nomes como Vogue ele imortalizou o mais deslumbrante da sociedade da moda, desde vestidos de festa em seda a vestidos casuais em seu ângulo mais fascinante. Como figurinista, ele criou o icônico traje de hipismo em preto e branco em My Fair Lady (assim como todo o figurino do filme), e como um cronista extremamente elegante ele persuadia pelo exemplo, sempre impecável em um terno completo com detalhes incomuns e os mais luxuosos acessórios.

Punk

Banda The Sex Pistols. Fonte: Reprodução/farfetch.com.br

O punk foi um movimento progressista que rejeitava o materialismo, odiava o capitalismo e geralmente anti-institucionalista, mas gostando ou não estavam significativamente conectados à moda. Sem dúvida foi um movimento que tirou inspiração de coisas que eram tabus como vestuário bondage e S&M. O vestuário punk possuía alfinetes, tachas, couro, lâminas de barbear, assim como xadrez e tecidos pesados e desgastados. Os patronos dessa subcultura eram os integrantes da banda inglesa The Sex Pistols que sempre pareciam desgrenhados usando roupas de Vivienne Westwood, que ironicamente se tornaria mais tarde uma das designers de moda mais estimadas da Inglaterra.

O Trench Coat

Burberry Prorsum outono/inverno 2012. Fonte: Reprodução/farftech.com.br

Duas marcas britânicas dividem o crédito por este vestuário icônico – Burberry e Aquascutum reivindicam a origem. Após ser criado por ambas no século XIX, o nome do casaco surgiu na II Guerra Mundial, quando oficiais os usavam nas trincheiras pela durabilidade e impermeabilidade. Mais tarde foi adotado por estrelas de Hollywood como Humphrey Bogart e Lauren Bacall e o corte e a silhueta foram adaptados para refletir o novo status de peça fashion. Foi uma ideia inteligente, que fez do trench é um clássico, lembrado temporada após temporada.

Os Beatles

Os Beatles. Fonte: Reprodução/farfetch.com.br

A banda de Liverpool The Beatles não só mudou a música com seus primeiros hits como “She Loves You ”e ”I Want To Hold Your Hand”, mas também mudaram a moda”. Protagonistas do movimento “Youthquake” da metade dos anos 60, popularizaram o corte mop top, que foi o primeiro corte de cabelo do grupo feito pela namorada alemã de um dos membros, Stuart Sutcliffe, quando moraram em Hamburg em 1962. Outro componente chave da imagem do grupo era o terno, ajustado e as vezes sem colarinho com uma camisa de gola alta, foi uma forma completamente moderna de se vestir na época e mostrava o físico jovem e magro. Isso além das inovadoras músicas pop levaram ao fenômeno cultural que foi a Beatlemania.

Ossie Clark

Sr. e Sra. Clark e Percy por David Hockey. Fonte: Reprodução/farfetch.com.br

Um dos designers mais celebrados dos anos 70, Clark fez vestidos de estilo hippie juntamente com incríveis peças de alfaiataria e era geralmente descrito por colegas e críticos como um mestre do design e o “Rei da Kings Road” e seu trabalho é uma referência constante para as marcas modernas. Clark frequentemente tinha coleções em colaboração com sua esposa, Celia Birtwell, uma designer têxtil famosa por suas estampas. Os dois aparecem juntos com seu gato em uma pintura bem conhecida do artista inglês David Hockney que se chama Sr. e Sra. Clark e Percy, o qual está agora na Tate Britain.

A Realeza

Príncipe William e a Duqueza de Cambridge (Kate Middleton) em seu casamento.
Fonte: Reprodução/farfetch.com.br

Ou mais especificamente, os vestidos dos casamentos reais. Se o entusiasmo do mundo pelo vestido que David e Elizabeth Emanuel fizeram para a Princesa Diana foi equivocado (confundido com o amor pela noiva), mesmo o mais severo dos críticos de moda não poderia apontar falhas na criação Alexander McQueen que Kate Middleton usou para subir ao altar com o Príncipe William. De bom gosto, elegante e atemporal, o vestido, criação de Sarah Burton, que tomou a frente da marca após o falecimento de McQueen, foi uma escolha pela última moda britânica e selou a influência de Middleton como a grande inspiração para as exportações de alfaiataria do país - o fato impulsionou a indústria da moda inglesa em milhões de libras.

Fonte: Farftech por Hollie Moat

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