Conheça 5 casos absurdos de amnésia
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Conheça 5 casos absurdos de amnésia

Já imaginou que estranho seria acordar e não se lembrar de nada? Na maioria dos casos isso ocorre com pessoas que sofreram algum tipo de trauma na cabeça e acabaram lesionando determinadas regiões do cérebro. É por isso que muitas vítimas de acidentes, quedas e atropelamentos, quando resistem, acabam não se lembrando de coisas básicas, como o próprio nome, os nomes e rostos de seus familiares e amigos, no que trabalham e por aí vai. Conheça alguns casos absurdos de amnésia a seguir:

1 – O caso de Agatha Christie

Fonte da imagem: Reprodução/Listverse

A escritora passava por um momento emocional muito conturbado quando, no dia 3 de dezembro de 1926, aos 36 anos, simplesmente sumiu sem deixar pista. Na manhã do dia seguinte seu carro foi encontrado abandonado a uma hora de viagem de sua cidade, Sunningdale, na Inglaterra.

O sumiço da escritora se tornou um grande mistério e não demorou para que muitas teorias surgissem e se espalhassem por toda a Inglaterra. Sabe-se que sua mãe havia morrido há pouco tempo e que ela estava em profunda depressão por isso. Rumores indicavam também que seu marido havia pedido o divórcio e que ela estava se recusando a aceitar a separação. Devido a esse fato, muitas pessoas começaram acreditar que o marido teria matado Agatha.

Felizmente não foi isso o que aconteceu e, no dia 14 do mesmo mês, ela foi encontrada viva e em bom estado de saúde, em um hotel em Harrogate. Para se hospedar, ela se registrou com o nome de Teresa Neele. Agatha afirmava não se lembrar de como havia chegado ali.

Depois do ser encontrada, Agatha foi acusada de forjar seu sumiço para se promover gratuitamente – além do mais, Teresa Neele era o nome da amante de seu marido. Ainda assim, as evidências indicam que a escritora entrou em um estado de fuga e realmente perdeu a memória. Na manhã em que desapareceu, uma testemunha afirmou ter a visto andar pela rua, em um dia de muito frio, usando apenas um vestido fino e aparentando estar confusa.

2 – Anthelme Mangin

Fonte da imagem: Reprodução/phares-balises

No dia 4 de fevereiro de 1918 um soldado desorientado foi encontrado vagando nas proximidades de uma plataforma de trem em Lion, na França. O homem não tinha qualquer documento de identificação e disse que achava que seu nome era Anthelme Mangin.

Essa parecia ser a única informação da qual ele se lembrava, já que ele não conseguia contar eventos de sua vida ou lembrar como chegou até aquela estação de trem. O homem foi levado a uma instituição de tratamentos psiquiátricos e lá ficou por um bom tempo. Ele foi transferido para outros hospitais diversas vezes.

A fotografia de Mangin foi divulgada em diversos jornais e mais de 300 famílias foram procurá-lo, alegando conhecer o soldado. No entanto, ele nunca se lembrou de nenhuma dessas pessoas e elas também não conseguiram provar que eram, de fato, seus familiares.

Em 1930 uma família de Saint-Maur identificou Mangin como um garçom chamado Octave Monjoin, que teria sido enviado como soldado na Primeira Guerra Mundial e nunca mais retornou. Em 1914 o soldado teria se ferido e feito prisioneiro junto de outros 65 soldados franceses. Depois de passar três anos e meio como prisioneiro em diversos campos, os homens teriam sido enviados à França em janeiro de 1918. A documentação de Monjoin, no entanto, foi perdida, então sua família nunca imaginou que ele fosse voltar para casa. Acredita-se que as experiências tristes que viveu foram responsáveis pela falta de memória do soldado.

3 – Doug Bruce

Fonte da imagem: Reprodução/xfinitytv

Esse é um caso mais recente, que aconteceu no dia 3 de julho de 2003, quando um homem britânico foi procurar ajuda policial em Nova York, afirmando não saber quem era. De acordo com o homem, ele tinha acabado de acordar em um banco de metrô sem fazer a menor ideia da própria identidade. O fato de ele não estar em posse de qualquer documento de identificação só piorou o caso.

Os policiais levaram o homem até um hospital da região, para que ele pudesse ser avaliado. Depois de alguns dias, um número de telefone foi encontrado em uma mochila. Quem atendeu foi uma mulher que, em seguida, foi até o hospital e identificou o homem como Doug Bruce.

Bruce era um britânico milionário que trabalhou em um banco em Paris antes de se mudar para Nova York, onde foi estudar fotografia. O homem foi levado a seu loft luxuoso e mesmo assim não conseguia se lembrar de nada a respeito da própria vida.

Acredita-se que Bruce sofra de uma condição rara de amnésia retrógrada, o que o levou a ser o assunto principal de um documentário chamado “Unknown White Male”. Muita gente por aí afirma, contudo, que o caso de Bruce não passa de uma piada e, por isso, a veracidade do documentário é questionada.

Especialistas ainda não conseguem apontar uma hipótese para o que pode ter acontecido com Bruce, e até mesmo entre os médicos há quem acredite que a história toda pode ser uma grande mentira. Outro fato que faz com que muita gente não acredite na história de Bruce: pouco tempo antes de ele ir procurar ajuda, um de seus amigos teve amnésia pós-traumática, e alguns especialistas acreditam que o milionário possa ter simulado seu caso para fazer uma gracinha. E aí? Será que é mentira mesmo?

4 – Michelle Philpots

Fonte da imagem: Reprodução/portocultura

O filme “Como se Fosse a Primeira Vez” conta a história da mulher vivida por Drew Barrymore, que, depois de um acidente, passou a perder sua memória sempre que dormia. Todos os dias, quando acordava, ela pensava estar no dia do seu acidente.

Michelle Philpots é uma inglesa que, em 1985, viveu uma história parecida com a interpretada por Drew. Michelle sofreu um acidente de moto, batendo a cabeça. Cinco anos depois, outro acidente fez com que a inglesa batesse a cabeça novamente. O cérebro dela foi afetado e logo ela foi diagnosticada como epilética.

Em 1994 Michelle passou por um quadro de amnésia que a impedia de criar novas memórias. Desde então, tudo o que ela vive em um dia é simplesmente apagado de sua cabeça quando ela dorme. Quando acorda, ela acredita estar em 1994. O marido de Michelle mostra a ela fotos do casamento dos dois todos os dias, quando ela acorda, para lembrá-la de que são casados. Ela já passou por procedimentos cirúrgicos, mas parece que o problema com a memória não vai ser solucionado.

5 – Barre Cox

Fonte da imagem: Reprodução/Listverse

Tudo ia bem na vida de Cox, que, em 1984, quando tinha 31 anos, fez uma viagem a Lubbock e ligou para casa para avisar a sua esposa que ele planejava dirigir até Abilene e visitar alguns amigos. Na manhã seguinte, o carro de Cox foi encontrado abandonado em uma estrada rural. Seus documentos e tudo o que ele levava estava jogado ao chão.

Algum tempo antes de seu carro ser encontrado, Cox foi visto em um posto de gasolina, comprando combustível para o carro que ele disse ter parado no meio da estrada. Ele nunca mais foi visto novamente até o ano 2000, quando foi reconhecido enquanto trabalhava em uma igreja gay em Dallas. Lá, ele era o ministro James Simmons.

De acordo com Cox, ele levou uma pancada na cabeça e acordou dentro de um carro em um ferro-velho em Memphis. Ele foi levado ao hospital, onde ficou em coma por duas semanas. Quando acordou, o homem não fazia ideia de quem era e foi informado de que estava com amnésia. Depois de sair do hospital, o homem começou uma nova vida e eventualmente se tornou ministro da igreja gay.

Mesmo com essa história toda, a polícia não encontrou evidências que indicassem as informações repassadas por ele quanto ao internamento no hospital, por exemplo. O ferro-velho onde ele teria sido encontrado tinha uma motocicleta que, no mesmo dia do acidente de Cox, foi roubada. Algumas testemunhas afirmaram terem visto Cox pilotando a motocicleta. Isso levanta a suspeita de que ele fez tudo planejado e decidiu sumir depois de perceber que era gay. Será?

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