Segundo médico, você tem mais chance de ter câncer beijando do que fumando
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Segundo médico, você tem mais chance de ter câncer beijando do que fumando

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De acordo com o Dr. Mahiban Thomas, chefe do setor de Cirurgias Maxilofaciais, de Cabeça e de Pescoço do Hospital Royal Darwin, na Austrália, beijar pode trazer mais riscos de alguém ter câncer do que o consumo de cigarros ou bebidas.

A afirmação veio depois de o médico perceber um aumento significativo no número de pacientes na área de oncologia em decorrência da doença sexualmente transmissível HPV (sigla em inglês para papiloma vírus humano). Segundo ele, o “tsunami” de ocorrências que começaram a ser relatadas naquele hospital pode ser um indicativo de uma tendência mundial.

O HPV possui centenas de variantes e cerca de 15 delas são cancerígenas, apesar de existirem pessoas contaminadas com essas variedades que não desenvolvem câncer. Indivíduos que beijam vários parceiros e praticam sexo oral com frequência são mais propensos a contrair o HPV, que é transmitido mais facilmente por via oral ou genital. No entanto, pesquisas recentes mostram que o vírus pode ser transmitido mesmo pela pele durante carícias sexuais, apesar de não se saber ainda exatamente como isso ocorre.

Os tipos de câncer mais associados ao papiloma são o cervical (colo do útero), de boca e de garganta, sendo que os dois últimos são os mesmos relacionados ao fumo e à ingestão frequente de bebidas alcoólicas. Contudo, uma pesquisa realizada no Reino Unido mostrou que 40% dos carcinomas orais detectados lá são ligados diretamente a infecções por HPV. Nos Estados Unidos, 70% dos cânceres de orofaringe (região no fundo da garganta) são relacionados a uma estirpe específica da DST.

A região norte da Austrália, onde fica o hospital Royal Darwin, registra muito mais casos de câncer de cabeça e pescoço do que qualquer outra região do país. Homens heterossexuais que praticam sexo oral com frequência e em múltiplas parceiras têm mais chances de contrair o papiloma vírus, pois esse é disseminado mais facilmente pela vulva do que pelo pênis ou pela boca. Portanto, apesar de parecer bastante alarmista, a afirmação do Dr. Thomas precisa ser levada a sério.

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