Depressão pode ter relação com características genéticas, sabia?
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Depressão pode ter relação com características genéticas, sabia?

Equipe MegaCurioso
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Assim como muitos outros problemas de saúde, a depressão parece realmente ter relação com fatores genéticos. Uma pesquisa recente revelou mais de uma dúzia de novos genes ligados a ela, o que é uma grande descoberta, afinal a depressão ainda é uma condição bastante misteriosa.

Descobrir que há mais de 12 genes relacionados com a depressão é um passo importante na tentativa de revelar as bases fisiológicas da doença, o que facilita também a produção de medicamentos mais eficientes para o tratamento, como explicou a autora da pesquisa, Ashley Winslow, em declaração publicada no Daily Mail.

Mapeamentos genéticos são realizados geralmente para localizar genes que provocam doenças, mas a depressão nunca tinha sido investigada tão profundamente em termos genéticos. No último ano, uma pesquisa havia revelado duas regiões no DNA humano que aparentemente abrigavam genes que indicavam risco de depressão em um grupo de chineses – os resultados não foram os mesmos quando europeus foram testados, no entanto.

Grande passo

Fonte: Giphy

Para o Dr. Douglas Levinson, da Universidade de Stanford, esse tipo de estudo nos mostra que a depressão é uma doença tratável. De acordo com ele, essa última descoberta é a melhor em termos de exames genéticos para detectar a doença. No total, foram descobertas 15 áreas do genoma humano capazes de abrigar as variações genéticas que aumentam o risco de uma pessoa ter depressão.

Estudar minuciosamente esses genes vai permitir, no futuro, que os cientistas não apenas desenvolvam novos métodos de tratamento, mas que também descubram o que dá errado nos tratamentos atuais.

É doença, sim!

Fonte: Giphy

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a estimativa é de que 350 milhões de pessoas em todo o planeta tenham depressão. Ainda que informações e notícias a respeito da doença sejam cada vez mais difundidas, há muito preconceito quando o assunto envolve saúde mental, o que evita diagnósticos, impede tratamentos e atrapalha, e muito, a vida de quem tem depressão.

Os sintomas incluem falta constante de motivação e ânimo; excesso ou falta de sono e apetite; perda de interesse por atividades que antes proporcionavam prazer; irritação; falta de atenção; dificuldade de socialização; ganho ou perda brusca de peso; excesso de pensamentos negativos. Se você sente que esses sintomas descrevem a sua vida, não deixe de procurar ajuda médica e terapêutica. Felizmente, existe tratamento para a depressão e, com ele, é possível ter uma vida digna e saudável.

Agora se você conhece alguém com depressão, busque entender que essa pessoa não tem a doença por uma questão de falta de força de vontade – falar para ela se animar, portanto, não adianta nada. Se a ideia é ajudar, ofereça-se para ouvir, aconselhe-a a procurar ajuda médica; pergunte se há algo que você poderia fazer; não julgue nem diminua a situação. Lembre-se sempre que depressão é uma doença que existe, sim, e que agora já sabemos que tem até mesmo relação com a carga genética de cada pessoa. 

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