Publicação ofensiva sobre amamentação causa revolta no Facebook
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Publicação ofensiva sobre amamentação causa revolta no Facebook

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Uma publicação no Facebook tem dado o que falar e, desde que foi feita, por uma estudante de veterinária, foi compartilhada quase 13 mil vezes – na maioria dos casos, os internautas criticam o posicionamento dela, que não mediu as palavras ao criticar a amamentação em público.

Para embasar seu posicionamento contra a amamentação, em público ou não, a universitária publicou uma foto de uma mulher, que dava de mamar à filha enquanto andava de bicicleta – não reproduziremos a imagem aqui por respeito, afinal, ao que tudo indica, a fotografia foi tirada e publicada sem o consentimento da mulher que aparece nela.

Em sua publicação, a estudante se refere à amamentação como uma escolha de classe e à mulher da foto como “POBRE FAZENDO POBRICE! (sic)”. Para a jovem, pessoas ricas preferem optar por produtos que substituem o leite materno – ela mesma disse ter alimentado seu filho apenas dessa maneira.

A crítica da jovem vai ainda mais fundo: para ela, muitas mulheres continuam a amamentar mesmo depois de seus filhos terem seis meses completos por influência do Estado, que, pela lógica dela, economiza ao incentivar o aleitamento materno. Confira a publicação na íntegra abaixo:

Ao perceber que sua publicação havia sido compartilhada tantas vezes, e que a maioria das pessoas estava criticando o posicionamento dela, a estudante se manifestou de novo, em tom de deboche: “NOSSAAAAAAAAAAA... Ta cheio de trouxa me dando ibope! Compartilhando minhas publicações...kkkkkkkkkkkkkkk.... ADOOOOORO! Ah, por favor, compartilhem minhas fotos lindas tbm... kkkkkkkkkkk (sic)”. Depois, publicou um meme com a seguinte frase: “Não gostou? Me processa fofa”.

Os internautas, é claro, não deixaram barato. “Escreve o que quer ouve o que não quer. Eu sou pobre mesmo e nunca dei Nan para minha filha ela mamou 2 anos e 5 meses e o peito é meu mesmo (sic)”, disse uma internauta. “Amamentar não é coisa de pobre, é coisa de mãe”, defendeu outra.

Aos que ficaram na dúvida a respeito da necessidade do aleitamento materno para a saúde do bebê, reunimos alguns dados divulgados pela UNICEF e que podem esclarecer a questão:

  • Até o sexto mês de idade, o bebê deve ser alimentado somente com o leite materno – isso pode evitar, nos países desenvolvidos, mais de 1,3 milhão de mortes de crianças com menos de cinco anos;
  • A recomendação é a de que, depois de seis meses de idade, a criança passe a ingerir outros alimentos, mas continue a ser amamentada pela mãe até os dois anos ou mais;
  • A amamentação após o parto pode reduzir em até 22% a mortalidade de bebês recém-nascidos;
  • A mãe deve amamentar logo após o parto, o que comprovadamente diminui as chances de que ela sofra hemorragia. Além de tudo, a amamentação fortalece os laços afetivos entre bebê e mãe;
  • Com relação aos produtos que substituem o leite materno, sabe-se que eles nutrem e protegem menos os bebês do que o leite da mãe;
  • A maioria das mulheres consegue amamentar normalmente, mas, quando há alguma dificuldade, é preciso de auxílio médico. Quando a mãe não produz leite, quando simplesmente não consegue alimentar ou quando faz algum tratamento de saúde que impeça a amamentação é que o suplemento deve ser utilizado.
  • Em São Paulo já é lei: toda mulher tem direito a amamentar seu filho em qualquer lugar.

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