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Satanistas? Canibais? Um dia foi normal encadernar livros com pele humana

Livros com capas de couro são cada vez mais raros hoje em dia, mas houve uma época em que isso era padrão, e até o couro de seres humanos era utilizado para essa função. Entre os séculos XVI e XIX, a prática foi bastante difundida pela Europa e até recebeu um nome pomposo para identificá-la: Bibliopegia Antropodérmica.

Algumas dezenas dessas peças consideradas macabras nos dias atuais ainda fazem parte de museus, galerias e coleções particulares, e um outro padrão pode ser observado nelas: normalmente, o conteúdo do livro é relacionado justamente com a pessoa que forneceu a matéria-prima.   

Alguns dos casos mais famosos de bibliopegia antropodérmica pertencem às áreas médica e policial. Um exemplo do primeiro caso é o do Dr. John Stockton Hugh, que coletou a pele da coxa de Mary Lynch, uma de suas pacientes que morreu devido a um poderoso parasita, para encadernar seu livro sobre saúde feminina e funcionamento dos aparelhos reprodutivos. Ninguém sabe ao certo os reais motivos dessa bizarra encadernação, mas alguns acreditam que seja uma espécie de "homenagem" ou "imortalização" da pessoa falecida.

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Na área criminal, os exemplos são ainda mais numerosos, e alguns deles bem bizarros. Um dos casos mais conhecidos foi o de William Burke, condenado à forca por assassinar 16 pessoas e depois vender seus corpos para pesquisas médicas. Seu corpo foi dissecado publicamente, e sua pele serviu de capa para livros de bolso para médicos.

Outro caso é o de John Horwood, um inglês de 18 anos condenado à morte pelo assassinato da jovem Eliza Balsum. Um livro sobre a história do crime foi escrito e encadernado com a pele de quem? Dele mesmo: Horwood. Mas o mais inusitado é um livro de erotismo francês, que foi produzido a partir da pele dos seios de uma mulher. Como se isso já não bastasse, os autores fizeram questão de um detalhe a mais — um dos mamilos foi colocado na capa!

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Bom, depois dessa, agradeça pelo surgimento de novos conceitos éticos e de valorização do ser humano como indivíduo que botaram um ponto-final nessa prática que hoje em dia seria considerada, no mínimo, satanista.

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