7 curiosidades nojentas sobre ‘chuvas de cocô’
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7 curiosidades nojentas sobre ‘chuvas de cocô’

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Você já deve ter ouvido aquele ditado que é mais fácil ser atingido por um raio do que acertar na loteria, não é mesmo? Mas será que existe algum cálculo para saber a probabilidade de ser atingido pelo cocô descartado por um avião? Pode parecer extremamente nojento, mas isso pode realmente acontecer.

Conheça 7 histórias envolvendo fezes que vieram do céu:

1. Primeiro registro de resíduos despejados de um avião

Em maio de 1927, o piloto Charles Lindbergh fez o primeiro voo solitário entre Nova York e Paris sem escalas, atravessando o oceano Atlântico. Posteriormente, ao encontrar o rei George V, da Inglaterra, o monarca ficou curioso para saber como Lindbergh tinha feito para ir ao banheiro. O piloto explicou que fez xixi em um recipiente de alumínio que ele jogou em “algum lugar da França”.

Charles Lindbergh estava a bordo deste avião quando cruzou o Atlântico sozinho

2. Cocôs lançados ao mar

No começo da aviação, costumava-se jogar os dejetos em recipientes no mar. Aliás, em muitas aeronaves antigas havia um buraco no chão do banheiro, pelo qual o xixi e o cocô iam direto para fora do veículo – as empresas acreditavam que eles se desintegravam antes de chegar ao chão. Foi só a partir de 1930 que os aviões passaram a ter tanques de armazenamento para os resíduos.

3. Voos longos foram os responsáveis pela mudança

Com a popularização da aviação e as primeiras rotas intercontinentais, os tanques de armazenamento precisaram ser aprimorados. Como os aviões voavam em altitudes muito altas e muito frias, os dejetos congelavam. Caso houvesse algum problema com esse tanque, blocos pesados de cocô podiam atingir o solo.

Grandes rotas internacionais influenciaram na tecnologia de armazenamento dos dejetos

4. Primeiro grande bloco de cocô

Com os dejetos congelados por conta da baixa temperatura em altas altitudes, acidentes com a queda de blocos de gelos de fezes foram registrados a partir da década de 50. Em 1957, um pedaço congelado de quase 50 kg de dejetos atingiu uma casa abandonada na Pensilvânia (EUA). Na mesma época, acidentes parecidos aconteceram nas cidades de Filadélfia, Bernville, Shamokin e Camp Hill, todas norte-americanas.

5. Vítima fatal?

Até hoje, nenhuma fatalidade foi registrada com a queda de dejetos congelados de aviões. Porém, um caso chamou atenção em 1974. Uma senhorinha de 77 anos estava sentada na sala de sua casa quando um bloco congelado de fezes atravessou o seu telhado e explodiu no chão a apenas dois metros de onde ela estava. Apesar de ter sido só um susto, ela não pôde contar a história por muito tempo: a vovó faleceu de um ataque cardíaco dois meses depois do incidente.

Mulher quase foi atingida dentro de casa, tendo falecido dois meses depois de ataque cardíaco

6. Não deve ser armazenado

As quedas de cocô de aviões diminuíram a partir da década de 80 com a invenção dos banheiros a vácuo. Porém, eles não são isentos de acidentes, que ocorrem até hoje. Algumas pessoas acreditam que guardando os pedaços de cocô no congelador estarão contribuindo com as autoridades na investigação da procedência. Os investigadores norte-americanos, entretanto, não aconselham ninguém a fazer isso. Por que será, né?

7. A maioria das “chuvas de cocô” não vem de aviões

Muita gente reclama com as autoridades falando que foram vítimas de cocô que “choveu” de aviões. Entretanto, os pesquisadores dizem que os verdadeiros culpados são os pássaros, e não as aeronaves. O problema é que as pessoas não veem os animais e acreditam que foram atingidas por fezes que vieram de muito mais longe.

Maioria dos cocôs que caem do céu não vem dos aviões, como imaginam as pessoas: os pássaros são os principais culpados

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Nojento, hein? Felizmente, ninguém até hoje morreu vítima de um acidente envolvendo um tolete caindo do céu, mas seria bom que as aeronaves investissem ainda mais no armazenamento correto dos dejetos de seus passageiros para que nunca tenhamos que noticiar isso, não acham?

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