(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia)

Tradicionalmente, os violinos empregavam cordas feitas com intestinos de animais — conhecidas por sua grande resistência e timbre —, embora tenham sido quase totalmente substituídas pelas cordas feitas de fio de nylon revestido com alumínio. Pensando em uma nova opção para esse material, o cientista japonês Shigeyoshi Osaki, da Universidade Nara de Medicina, criou cordas de violino a partir da teia produzida por aranhas criadas em cativeiro.

Osaki, que vem desenvolvendo novos métodos para obter esse material em grandes quantidades, utilizou 300 aranhas da espécie Nephila maculata, conhecidas por suas teias complexas. Para fabricar cada corda, um número entre 3 e 5 mil filamentos de teia foram torcidos em uma única direção. O fio resultante foi então torcido com outros dois fios, mas na direção oposta.

“Spider-corda”

Depois de medir a flexibilidade, fator imprescindível para que o material não se rompa no meio de um concerto, o cientista descobriu que as novas cordas, apesar de suportarem menos tensão que aquelas feitas com intestino animal, são mais resistentes que as cordas de nylon utilizadas atualmente.

Além disso, depois de observar os filamentos de teia em um microscópio eletrônico, o cientista descobriu um fato curioso quando os cortou. Embora parecessem perfeitamente redondos, os filamentos haviam sido comprimidos em uma série de padrões que se encaixavam perfeitamente, não deixando nenhum espaço entre eles. De acordo com Osaki, é esta característica que faz com que as novas cordas apresentem extrema força e, o mais crucial, um timbre único, que foi bastante apreciado por violinistas profissionais consultados por ele.