História do leitor: a difícil realidade de um inventor no Brasil
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História do leitor: a difícil realidade de um inventor no Brasil

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Ao longo da história da humanidade, as invenções têm um papel importantíssimo. Afinal, praticamente tudo que com o que você tem contato diariamente, um dia, ainda era apenas uma ideia na cabeça de uma pessoa comum. Aqui no Mega Curioso gostamos muito das criações e histórias dos mais variados inventores do mundo. Se você fizer uma busca em nosso site, vai encontrar acidentes que deram certo, bizarrices desnecessárias e grandes ideias antigas populares até hoje.

Sobre isso, um de nossos leitores, o Paulo Gannam, é um inventor e nos enviou a sua história. Formado em Jornalismo, há aproximadamente 5 anos ele iniciou sua caminhada pela trilha das criações. Entre várias ideias e tentativas de tirá-las do papel, ele conta que teve muitas dificuldades ao longo desse período. Pesquisas e conversas com pessoas ligadas à área de propriedade intelectual o fizeram dar prioridade a quatro projetos que, atualmente, ele aguarda para conseguir o registro de patente.

Inventor, Paulo Gannam luta para viabilizar suas ideias

Estudado no assunto e buscando seu lugar ao sol como inventor, Gannam nos conta como o processo de registro é complicado e leva, em média, 10 anos para ser concluído — tempo que pode ser suficiente para que a sua ideia perca a utilidade. “Por isso, na maior parte dos casos, o melhor caminho é não aguardar a carta-patente ser concedida para lançar o produto no mercado”, ressalta o criador.

Gannam ainda comenta que é permitido pela legislação brasileira, por meio de um contrato, que o inventor consiga uma licença para a exploração de sua patente. Ou seja, todo o investimento e o trabalho são feitos na expectativa de que o registro seja emitido.Encara-se o investimento como um risco, bolam-se estratégias e empreendem-se esforços jurídicos e comerciais tanto para o caso de a carta-patente ser concedida como para o caso de ela ser negada”, explica.

Entre outras dificuldades, o jornalista cita a falta de apoio e de programas governamentais, bem como as limitações impostas aos criadores pela legislação no Brasil. No entanto, ele aponta como a maior complicação o dilema com o qual o inventor se depara: esperar que alguém compre a sua ideia ou decidir ser empreendedor e dar prosseguimento ao processo de maneira autônoma.

Paulo segura o protótipo de uma de suas criações: comunicador offline entre veículos automotivos

No segundo caso, a pessoa precisa acreditar e lutar para provar que a sua criação é realmente rentável e pode ajudar a sociedade de alguma forma. Nesse sentido, Paulo Gannam resolveu encarar a luta sozinho, apostando nos seus projetos e os mostrando ao mundo. Depois de um difícil trabalho para encontrar um desenvolvedor de confiança, ele conseguiu dar continuidade a algumas de suas ideias.

Projetos

Uma das criações desenvolvidas por Paulo é o sensor de estacionamento lateral para automóveis. A ideia busca uma forma de ajudar as pessoas a evitarem o choque das rodas com o meio-fio, função que não é realizada pelos aparelhos semelhantes existentes atualmente. No vídeo abaixo, ele aparece em um programa explicando como funciona o dispositivo. Gannam conseguiu desenvolver um protótipo deste sensor. Clique aqui para ver o aparelho em funcionamento.

Entre as outras criações de Paulo que aguardam para serem registradas, estão um sistema de simples comunicação offline entre veículos automotivos, que busca melhorar o trânsito; uma lixa de unhas 3 em 1, que, além de desempenhar a função principal, ainda permite lixar a superfície das unhas e dá brilho; e, por fim, um protetor de dedos para ajudar as pessoas que roem as unhas.

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