Se você está pensando em comprar um relógio caro, saiba que está pagando pela qualidade do maquinário, modelo e marca, mas nada disso garante que você veja as horas com a melhor precisão.

Um artigo do Gizmodo aponta que, embora relógios mecânicos possam ser muito bem construídos, os relógios digitais mais baratos do mercado ainda são muito mais precisos. O motivo é simples, mas bastante curioso.

O relógio mais antigo conhecido era um modelo de bolso criado pelo serralheiro alemão Peter Henlein, por volta de 1505. Os primeiros relógios mecânicos portáteis conhecidos como “Taschenuhr” eram usados como acessório das classes mais altas e eram compostos por um conjunto de molas e fitas metálicas de torção que armazenam energia para mover as peças. No entanto, os componentes se acostumam com a oscilação, inércia e atrito e é exatamente aí que reside o problema.

Minutos preciosos

Para manter as horas certas, os relógios contam com um movimento oscilante capazes de controlar a frequência do sistema, mas a fricção “rouba” a energia para a oscilação a cada volta. Assim, minuto a minuto, um relógio vai perdendo sua precisão.

Um bom exemplo está no uso dos relógios de corda, que exigem que o dono aplique mais tensão com frequência, para manter o funcionamento do sistema. Ao final de um dia ou dois, o atrito deixa o movimento mais lento, fazendo com que as horas passem de forma “mais devagar”.

Já nos relógios digitais, a “mágica” é feita apenas com sinais elétricos, interpretados por frequências específicas, deixando de lado as cordas e pêndulos. A estabilidade do sistema digital é criada pelo uso de osciladores de quartzo, que utiliza pequenas vibrações para controlar a passagem do tempo.

O sistema foi desenvolvido em 1928 por Warren Marrison, dos Laboratórios Telefônicos Bell e, desde então, se tornou a forma mais utilizada para medir as horas em todo o mundo. Diferente do sistema mecânico, relógios digitais garantem que seja perdido apenas um segundo a cada 30 anos de uso!